A Glândula Pineal ou epífise neural é uma pequena glândula endócrina situada perto do centro do cérebro. Há décadas a comunidade cientifica acreditava que a glândula pineal que era um órgão vestigial, sem qualquer função, porém atualmente associa-se a fenómenos paranormais, como a telepatia, clarividência e mediunidade, contudo esses relacionamentos são questionáveis.

A Glândula Pineal é uma estrutura cinza-avermelhado, de 5 a 8 mm, com aproximadamente 150 mg de massa. Situada no centro do cérebro entre os dois hemisférios. As suas células são semelhantes às células da retina, daí a sensibilidade desta estrutura à luz.

Entre as suas funções estão a produção de melatonina durante a noite, esta tem a principal função de regular o sono. Esta reage perante a luz, a temperatura e o aroma de forma inconsciente e involuntária. Também com uma função antioxidante, recuperando neurónios danificados. Além disso, também possui efeitos (em conjunto com a vitamina B6 e o Zinco) preventivos, de combate ao cancro, opondo-se à degradação do sistema imunológico.

A glândula pineal tem a função de estabilizar e sincronizar a atividade elétrica do sistema nervoso central. Afetando direta e indiretamente as outras glândulas e estruturas cerebrais.

Contudo a glândula pineal tem um lado “oculto”, envolvida por mistério, onde imperam as conjeturas e teorias, mas carecendo de provas científicas.

Muitos povos e religiões assumem esta estrutura como sendo a Alma, ou o que nos liga com o Deus Superior. Responsável pela expansão da consciência e pelo melhoramento de todas as outras faculdades e capacidades.

Desde Descartes no Seculo XVII, esta estrutura tem sido considerada a união entre o corpo e a alma, possuindo funções transcendentais e paranormais. Devido à sua semelhança estrutural e biológica com o olho humano e a retina, é considerada por várias correntes religiosas e filosóficas “o terceiro olho” ou Chakra da Coroa.

A Glândula Pineal tem na sua constituição cristais de apatita (dos poucos minerais a serem produzidos e utilizados por sistemas biológicos). Este cristal é o 5º cristal da escala de Mohs (escala que qualifica a dureza dos minerais, entre 1 e 10). Segundo os defensores de capacidades paranormais e transcendentais da glândula pineal, estes cristais vibram consoante as ondas eletromagnéticas, assim explicaria a possível regulação do ciclo menstrual pelas fases da lua, ou a orientação dos pássaros nas migrações.

Partindo do princípio que os pensamentos possuem uma frequência própria e possuindo esta a capacidade de vibrar consoante ondas eletromagnéticas, explicaria a possível capacidade de telepatia, bem como intuição extrassensorial. Já que, devidamente desenvolvida, teríamos a capacidade de “descodificar” os pensamentos de outras pessoas. Por outro lado, seriamos sensíveis a vibrações eletromagnéticas, impercetíveis como a presença de supostas “entidades” de outras dimensões.

Esta estrutura é ligeiramente maior na infância, que enquanto adulto. Além de que em adulto encontra-se normalmente calcificado, enquanto em criança isso não se verifica. Este fato verificável cientificamente é utilizado pelos defensores das supostas funções paranormais desta estrutura, como argumento que a calcificação deve-se ao não desenvolvimento e daí o atrofio. Defendendo que as pessoas que possuem esta estrutura menos calcificada, são mais suscetíveis à suposta sensibilidade eletromagnética.

E você, já teve experiências paranormais ou extrassensoriais?

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Autor: Jorge Elói