A educação é fundamental seja em casa, seja na escola, ela é a base de tudo o que somos, embora não seja determinista, em muitos aspetos tem mais “força” que a genética. Logo cabe aos educadores, principalmente pais educar bem o ser filho para que se torne um adulto saudável e responsável.

Os princípios que se seguem tiveram origem num comunicado do Departamento de Polícia do Texas, para os pais. Achei bastante interessante resolvi partilhar, adaptar e comentar. 11 Princípios apenas separam um delinquente de um verdadeiro homem, livre e responsável.

  1. Comece na infância a dar ao seu filho tudo que ele quiser. Faça-lhe todas as vontades possíveis e impossíveis. Assim, quando crescer, ele acreditará que o mundo (a esposa, os pais, o trabalho, o estado, etc.) tem obrigação de lhe dar tudo o que o deseje. Além de que não vai ter objetivos nem iniciativa para conseguir nada.
  2. Quando ele disser palavrões, ofender pessoas ou ser mal-educado, ache graça. Isso o fará considerar-se interessante e muito provavelmente repetirá no futuro o mesmo comportamento e/ou atitude.
  3. Nunca lhe dê qualquer orientação, enquanto criança deixe-o escolher o seu proprio caminho. Espere até que ele chegue aos 21 anos, e “decida por si mesmo”.
  4. Apanhe tudo o que ele deixar jogado: livros, sapatos, roupas. Não lhe dê nenhuma responsabilidade, invês disso, faça tudo por ele e ensine-o a culpar os outros da sua responsabilidade.
  5. Discuta com frequência na presença dele, faça que as discuções pareçam normais. Assim não ficará muito chocado quando o lar se desfizer mais tarde, além de que provavelmente irá repetir toda essa dinâmica quando tiver a sua esposa e o seu lar.
  6. Dê-lhe todo o dinheiro que ele quiser. Nunca o deixe ganhar seu próprio dinheiro. Qual será a necessidade de ele passar por as mesmas dificuldades que você passou? Assim ele não vai saber o verdadeiro valor do dinheiro, além de pensar que “caí do céu”.
  7. Satisfaça todos os seus desejos e necessidades de comida, bebida e conforto. Negar pode acarretar frustrações prejudiciais. Faça que ele chegue a adulto saciando todos os seus desejos e necessidades, depois não se surpreenda se ele não souber gerir a frustração ou se ele for extremamente dependente.
  8. Tome o partido dele contra vizinhos, professores, amigos (afinal todos tem má vontade para com seu filhinho). Assim promoverá o seu sentimento de egocentrismo, egoísmo e imunidade face a regras, não estranhe ele voltar-se contra si.
  9. As primeiras vezes, quando ele se meter em algum problema sério, dê aessa desculpa: “Nunca consegui dominá-lo” e não faça nada. Quando fizer uma coisa mal, não dê importância, que para a próxima vai ser pior e assim sucessivamente. Depois de várias problemas, quando achar que chegou ao extremo e precisa de uma repreensão, aí sim, provavelmente não conseguirá dominá-lo.
  10. Em ocasiões onde ele estiver reunido com amiguinhos ou com seus irmãos use e abuse das comparações que incitem disputa. Compare seu caráter, sua capacidade intelectual, e seus dotes estéticos; diga em alto e bom tom para que todos possam ouvir, ele inclusive, coisas do tipo: “Meu filho é mais inteligente que os outros, é mais bonito, é mais esperto, é um gênio”. Isso contribuirá para o seu sentimento de egocentrismo, irá achar-se o mais importante, só ele é que tem valor, os outros não valem nada. Não se surpreenda se ele mais tarde disser que você não vale nada e ele é que tem razão e valor.
  11. Se tiver algum vício, demonstre-o em sua presença todos os dias. Assim ele vai achar tudo isto natural, possivelmente vai adotar vícios semelhantes e com certeza, mais tarde, vai-lhe dizer que o vício é prejudicial, mas ele não vai ouvir.

Estes princípios não são deterministas, mas são responsáveis por uma forte tendência, já que a educação é a base da personalidade e você educador é parcialmente responsável pelos futuros adultos que resultarão das crianças que educa, logo, crianças saudáveis originarão adultos saudáveis.

E você, preenche alguns pontos atrás referidos?

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