A Autoestima é fundamental, ela relaciona-se com todo o que fazemos e com o que somos. Surge então a necessidade de desde criança construir uma solida autoestima.

A Autoestima (Ver Afinal, o que é a Auto-Estima?) é central em todos os nossos comportamentos, atitudes, mesmo até na nossa personalidade. Ela distingue-nos de sermos confiantes ou de duvidar-nos constantemente de nos mesmos.

A Autoestima começa a ser construída desde infância, é um processo contínuo e cumulativo, daí a necessidade de iniciar com bases sólidas. Logo é fundamental na infância as pessoas que nos rodeiam terem isso em conta.

Na construção da autoestima as pessoas à nossa volta são essenciais. Pois a autoestima é o reflexo de nós mesmo nos outros, isto é, a imagem que temos sobre a imagem que os outros têm de nós. Pois só através do outro, seja pais, professores, colegas é que conseguimos saber quem somos. Sendo assim é necessário que principalmente os técnicos de educação tenham essa responsabilidade.

7 Dicas para promover a autoestima nas crianças:

Seja especifico, concreto e claro – Tanto nos elogios como nas críticas (construtivas) seja especifico, concreto e claro, pois a criança não partilha os mesmos conceitos que o adulto, além de ter dificuldade de compreender conceitos subjetivos, abstratos e complexos como de “inteligência” ou o “bem” e o “mal”. Invés de dizer “És muito inteligente!” e “Porta-te bem!” (por exemplo), poderia especificar, “Sabes resolver problemas de matemática muito bem!” e “Não grites dentro da aula!”.

Não sobrevalorize. Seja realista– Adeque o elogio à dificuldade da tarefa conseguida e ao esforço da criança. É prejudicial perante uma tarefa simples que a criança teve de se esforçar pouco “cobri-la” de elogios, desta forma está a desvalorizar o elogio e o seu extremo potencial positivo.

Evite fazer coisas pela criança- É importante que ela faça, que ela erre, que ela chore e recomesse. Fazer o trabalho por ela vai dificultar-lhe o desenvolvimento e o sucesso nas tarefas. O sucesso está diretamente relacionado com o tempo que dedicamos à tarefa e com as vezes que tentamos realiza-la, logo, ao fazer a tarefa pela criança está a construir o seu insucesso na realização da mesma, uma dependência de si enquanto “realizador de tarefas” e um sentimento de incompetência.

Respeite as escolhas da criança– É importante que a criança tenha alguma liberdade de escolha, desde que estas não a prejudiquem nem prejudiquem ninguém. Impor vontades e interesses é uma forma de dizer, que os interesses e vontades da criança não dispensáveis e não valem nada. Uma criança está puramente motivada para aquilo que lhe interessa, logo, um interesse imposto ela não fará porque gosta mas para conseguir o amor, aprovação e reconhecimento de quem impôs.

Evite comparações e falar nas fraquezas – Evite compara-lo com um colega, por exemplo: “Como é que o João teve 18 valores e tu só 12?”,assim está a assumir claramente que o João é melhor que ele, invés de reconhecer o esforço da criança e encoraja-la a um melhor resultado para a próxima.

Esteja disponível para a criança expressar ajuda– Não construa um muro à sua volta. Um sorriso não é motivo de descrédito ou de dar espaço a faltas de respeito. É fundamentar estar disponível para a criança expressar o que sente, é importante não inibir os seus sentimentos. Deixe-a poder mostrar carinho ou tristeza livremente.

Desaprove o comportamento não a criança- Uma dica fundamental, quando necessita de chamar a atenção da criança, foque-se no comportamento e não na criança. Pois é suposto o seu amor ser incondicional, logo, pode não gostar do comportamento que teve, mas da criança vai gostar sempre.

E você, promove a autoestima nas suas crianças?

Posts Relacionados: A importância da Psicologia ; 6 Dicas para Educar com Limites ; Aprendizagem: 3 Regras para uma Estratégia Eficaz ; BIRRAS: 6 Conselhos Úteis ; Bullying: 5 Medidas Essenciais para a sua Prevenção e Controle; Psicologia Educacional ; 5 Princípios Funtamentais na Educação para a Resiliência