A Psicologia Animal ou psicologia comparada, muitas vezes subestimada e menosprezada porém é fundamental para “solidificar” as restantes áreas da psicologia.

A Psicologia animal e a etologia são fundamentais para compreendermos o comportamento humano. Muitas vezes confundidas, porém distintas, visto que a psicologia animal ou comparada o comportamento animal é observado em laboratório, enquanto a etologia observa-os no seu ambiente natural. Contudo possuem um objetivo comum: compreender o comportamento humano.

Observando os comportamentos no seu ambiente e em laboratório os investigadores podem generalizar e extrapolar esse mesmo comportamento para outros ambientes e outras espécies, como o ser humano.

Muitas vezes subestimada e questionada quanto à sua importância e contribuições para as outras áreas da psicologia “humana”. Porém essas contribuições são inquestionáveis, um bom exemplo foi a experiencia de Pavlov, embora inda não integrada oficialmente na Psicologia Animal, atualmente é reconhecida como tal, pois foi a observação de comportamento animal em laboratório e posteriormente generalização para o comportamento humano.

Para quem não sabe Pavlov foi um investigador na área da psicologia de descobriu “o condicionamento”. O condicionamento é uma continência criada entre dois estímulos, realizada de forma involuntária e inconsciente. A experiência de Pavlov é clássica na psicologia, contribuiu em muito na compreensão do comportamento humana.

Resumidamente, na experiência de Pavlov, existia um cão que cada vez que era alimentado, no momento exatamente antes, era tocada uma campainha, como se de um aviso prévio se trata-se. Após algumas repetições, bastava a campainha tocar (sem qualquer alimento) para provocar salivação no animal. Assim concluiu que o animal estabeleceu uma contingência ou associação entre dois “momentos”, mesmo retirando o estímulo intermédio. Este fenómeno pode ser replicado aos seres humanos na explicação de várias patologias.

Outras experiências menos “populares”, mas não menos importantes de experiencias com macacos e a vinculação. Concluindo que na vinculação, a satisfação da necessidade alimentar é importante, porém as necessidades de aconchego ou “carinho”, podemos chamar-lhes necessidades emocionais, são tão ou mais importantes.

Além das conclusões retiradas das experiencias e observações, a psicologia animal e etologia contribuíram para a conceção de ser humano como atualmente a conhecemos, pois muitas vezes o ser humano era visto uma espécie singular, muito distante e diferente de todas as restantes, agora sabe-se que não somos assim tão diferentes.

A principal componente no comportamento humano que difere dos restantes é a incrível capacidade de aprender e de se adaptar ao meio ambiente. Em contrapartida no momento do nascimento, somos o ser mais frágeis, mais dependentes e que necessitamos de mais cuidados e durante mais tempo. Nenhuma outra espécie nasce tão frágil e permanece nessa “fragilidade” tanto tempo como o ser humano.

Tanto para os animais como para os seres humanos, o comportamento é resultado da mistura entre os genes e o meio. Um meio ambiente mais rico de estímulos dá origens a comportamentos mais inteligentes. Verifica-se igualmente na formação neurológica, tanto em animais como em seres humanos. Experiencias com ratos monozigóticos, mostraram que os que tinham um meio mais estimulante tinham um cérebro mais robusto dos restantes.

É inegável a importância de compreender o comportamento animal para compreendermos o comportamento do ser humano, não devemos esquecer que embora um pouco diferente continuamos a ser “animais”.

E você, acha importante a Psicologia Animal?

Posts Relacionados:  Autismo: Conselhos e Características Cérebro: Masculino Vs Feminino ; Birras: 6 Conselhos Úteis; Aprendizagem: 3 Regras para uma Estratégia Eficaz ; NeuroPsicologia: O Cérebro Humano ; Amizade: Importância Psicológica e Características ; Animal de Estimação: Benefícios Psicológicos

Siga-nos no Facebook , no Twitter ou no Google+

Sem Spam

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta

1 Comentário

  1. Plínio diz:

    Olá! boa tarde!

    Gostaria de fazer uma pergunta!

    Dia 15/09, já a noite, eu achei um gatinho abandonado que não tinha nem 10 dias de vida.
    Ele ainda está com os olhos fechadinhos, porém, tenho realizado todos os procedimentos para ele comer direitinho e fazer xixi e evacuar.
    Inclusive, ele come MUITO bem e faz todas as suas necessidades fisiológicas.
    Levei ele ao veterinário e ele me disse que o gatinho, pelo menos aparentemente, está MUITO bem de saúde, mesmo tendo sido abandonado.
    De fato eu estou cuidando MUITO bem dele, pois não vou me desfazer e já peguei bastante amor pelo bichinho.

    Porém, hoje eu descobri que uma prima minha tem uma gata, e ela teve cria, a mais ou menos 10 dias atras, ou seja, os filhotinhos estao com a mesma idade do gatinho que eu achei.
    Por isso, ela se ofereceu para que eu levasse o meu gatinho na casa dela para deixar com a gatinha, pelo menos até ele desmamar.

    Minha pergunta então é a seguinte:

    Considerando que eu estou tratando ele MUITO bem (pelo menos da melhor maneira que consigo), que ele está reagindo muito bem, comendo bem e fazendo as necessidades regularmente, fará muita diferença levar o gatinho para a ama de leite? Isso irá influenciar muito nele?
    E o fato de que depois que ele desmamar, eu tirá-lo novamente de perto de uma gata não seria prejudicial para ele??

    Aguardo anciosamente sua resposta!

    Att.

    Plínio