A traição e a infidelidade são dos maiores problemas que assombra duas pessoas que se unem para serem felizes. É para muitas pessoas algo imperdoável e amoral. Chegando a provocar um sofrimento extremo e a perda total e definitiva da confiança. Mas afinal porque traí o ser humano?

A Traição é um fenómeno complexo, visto que só pode ser explicado mediante a presença de vários fatores, tais como educação, meio sociocultural. Digo isso porque a traição entre conjugues pode ser vista como uma construção sociocultural. A maioria das sociedades atuais foram “educadas” desde pequenas com valores monogâmicos, como só se deve ter um parceiro, que lhe devemos fidelidade, etc. Porém existem outras culturas onde domina a poligamia, nessas sociedades a troca de parceiro é perfeitamente normal, logo a traição de conjugues passa a não existir como nós a conhecemos.

A Traição também pode ser compreendida como uma construção individual, pois o que pode ser “traição” para mim, pode não o ser para outra pessoa do mesmo meio sociocultural que o meu. Para algumas pessoas, apenas o fato de pensar em outra pessoa, já se considera traição, para outras, ser “trocada” sexualmente por outra, pode não ser considerado traição (o swing por exemplo).

A Traição pode ser também explicada por princípios da psicologia criminal, isto é, pode existir um perfil do traidor, características bio-psico-sociais que fazem com que o individuo tenha mais probabilidade de trair o seu parceiro(a). Ao mesmo tempo, a “vítima” traída pode também possuir características bio-psico-sociais que a fazem mais predisposta a sofrer uma traição de que outra pessoa. Contudo e apesar de existir perfil de “traidor” e perfil de “vítima”, a traição pode ser explicada também de forma situacional, isto é, uma situação que possua determinadas características físicas e psicológicas tornar-se-á mais suscetível de duas pessoas sem predisposição para a traição, o fazerem.

Entre as explicações psicológicas, as centrais são:

A necessidade de Conquista – geralmente ligada à masculinidade, à auto-estima e auto-conceito. A necessidade de conquista reflete a procura por novos objetivos que o casamento não possui.

A necessidade de um amante Jovem – geralmente relacionada com insegurança e necessidade de valorização. Um amante mais jovem, vai “provar” que continuam sexys e atraentes como antes.

A necessidade de Vencer a depressão – relacionado com a responsabilização total e inadequada de todo o mal que acontece ao parceiro, isto é, seja qual for a origem real das tristezas, a culpa é sempre do parceiro. A traição neste caso pode ser vista a procura de prazer e bem-estar, visto que não está com o parceiro, bem como retaliação e punição ao parceiro.

A necessidade de Evitar a Intimidade – geralmente relacionado com o medo da dependência. Com a vulnerabilidade que a proximidade pode trazer. Por outro lado, pode ter origem na dissociação errada de papéis do parceiro, isto é, para o traidor, uma boa mãe nunca pode ser uma boa amante, nem lhe é permitido ser. Por isso procura-se noutra pessoa.

A necessidade de Dupla Identidade – relacionados com vínculos demasiado aprisionastes, porém devido a valores morais e religiosos as pessoas não se separam apesar de deixarem de sentirem atraídas ou se amarem, vivem de fachada, fazendo cada uma a sua vida.

Estudos revelam que 47% das mulheres e 60% dos homens são infiéis. As traições geralmente ocorrem nos primeiros 4 anos de relacionamento, por problemas sexuais ou de relacionamento.

E você, conhece algum caso de infidelidade? Porque razão?

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Autor: Jorge Elói

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