Sincronicidade é um conceito criando por Jung, discípulo e colega de Freud, numa tentativa de explicar a coincidência entre dois ou vários eventos, sem relação causal entre si, mas possuindo um mesmo conteúdo significativo.

Jung discípulo de Freud, desenvolveu vários conceitos, numa tentativa de expandir os limites e explicações da psicologia e o conceito de Sincronicidade é um desses vários conceitos.

Sincronicidade, segundo Jung é um conceito que une dois ou vários acontecimentos sem união causal. Porém a sequência dos mesmos acontecimentos, formam um todo, cuja interpretação é captada pelo sujeito, possuindo significado idiossincrático. Isto é, Jung chamou sincronicidade quando dois ou mais conhecimentos se juntam, por coincidência (ou não), formando um significado, que por norma, não é percebido por toda a gente.

Quantas vezes está a pensar em alguém, quando o telefone toca e é a pessoa que estamos a pensar? Ou quantas vezes estamos a pensar numa música e a mesma música passa no instante seguinte na rádio? São à esta sequência não causal de acontecimentos aparentemente sem relação, mas com significado, que Jung chamou sincronia.

Analisando um Exemplo – Possivelmente já lhe aconteceu muitas vezes coisas semelhantes que desafiam a lei das probabilidades. Visto que estes acontecimentos são extremamente improváveis. Pegando no primeiro exemplo referido no parágrafo anterior. Por dia o ser humano possui milhares de pensamentos. Quantos são com pessoas? Pensando numa pessoa aleatoriamente, qual a probabilidade de acertar? Por outro lado, num dia quantas coisas distintas podem acontecer? Centenas, milhares? Contando as imprevisíveis? A probabilidade acertar em tudo o que acontece durante um dia, é tendencialmente nula, visto que um dia pode ser de infinitas maneiras diferentes. Assim, qual é a probabilidade de ter um telefonema no dia? E de ser de uma pessoa específica, visto que existem vários serviços, conhecidos, amigos, colegas que têm o numero do indivíduo? E qual é a probabilidade de determinada pessoa nos contatar determinado período do dia? Sendo assim, qual é a probabilidade de pensarmos numa pessoa e passado alguns minutos a mesma pessoa nos telefonar? Provavelmente muito próxima do 0.

Mas a questão das probabilidades na minha perspetiva não é a mais relevante. A questão central é será que essa coincidência existe mesmo ou é apenas uma causalidade “construída” pelo cérebro? Noutras palavras, esta questão remete-nos para outro campo que transcende a psicologia, visto que leva-nos a atingir duas conclusões possíveis, ilusão ou algo transcendente.

O Cérebro encontra o que procura, fazendo relações quando desejamos que elas aconteçam, mesmo de forma inconsciente (Ver Descodificando o Segredo: Lei da Atração ou Efeito Pigmaleão?). Mas se essas relações existirem mesmo, transporta-nos para a existência de algo paranormal e transcendente, onde existe a possibilidade de fenómenos paranormais como a telepatia, clarividência, sinestesia, entre outros (Ver Glândula Pineal: Funções Paranormais?).

Independente, da veracidade e fidelidade deste fenómeno, o importante é que Jung com a criação deste conceito, fez o ser humano questionar a sua existência, as suas competências e capacidades, intra e extra sensoriais, como a existência de capacidades paranormais e mesmo a existência de desígnio.

E você, já sentiu a sincronicidade?

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Autor: Jorge Elói

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