Muito se fala em amor à primeira vista, mas até que ponto é verdade esta crença? Será mesmo possível amar uma pessoa por a vermos uma vez?

Crescemos a ouvir falar em amor à primeira vista, no toque do cupido, mas será isso é mesmo possível?

Primeiro e antes de tudo, na minha perspetiva acho necessário clarificar o conceito de Amor, pois o conceito de Amor, varia muito de pessoa para pessoa. O que para um individuo pode ser amor, pode não o ser para outro. Logo, daí discordar-se frequentemente em relação ao amor à primeira vista.  Surge então o problema da indefinição de AMOR. Neste caso podemos então optar por o conceito que a ciência apresenta: um complexo cocktail de hormonas e neurotransmissores.

A expressão “amor à primeira vista” embora utilizada inúmeras vezes, cientistas e especialistas afirmam que é utilizada de forma errada. Pois segundo cientistas à primeira vista apenas paixão pode acontecer.

A química que possuímos, hormonas e feromonas, apenas podem levar uma pessoa a apaixonar-se, isto é, o odor, imagem e voz, podem atrair pessoas com odor, imagem e voz correspondentes ou complementares. Porém a paixão é a fase que antecede o amor, logo esse odor, imagem e voz pode não originar amor, mas de certa forma é catalisador.

Inicialmente e como é obvio, não conhecemos nada sobre a pessoa, além do conjunto de estímulos da primeira impressão. A atração inicial é puramente sexual. Por outras palavras, à primeira vista, tudo o que se pode sentir é atração sexual.

Este primeiro contato e avaliação resultante é essencialmente inconsciente. Não existe uma análise consciente e racional, dos estímulos iniciais, apenas atração, muitas vezes sem sabermos qual a origem. Posteriormente é que começa uma análise mais consciente e racional (embora muitas vezes esta analise seja feita também inconsciente), face à personalidade, aos interesses, etc. É nesta fase posterior que a pessoa procura o que gostaria que a outra pessoa tivesse.

As análises constituem uma espécie de filtro, em que aqueles que não “correspondem”, são automaticamente eliminados. Embora muitas pessoas não tenham consciência deste funcionamento é assim que funciona.

Depois de passar as analises, dá-se a aproximação física “ e psicológico” em que as duas pessoas conhecem-se física e psicologicamente e daí pode haver concordância ou discordância, daí surgirão dois caminhos: ou as pessoas são compatíveis, tolerantes e compreensíveis mutuamente ou não…assim um caminho levará à separação e outro ao AMOR.

O Amor também pode desaparecer depois de muitos anos. Pois o amor resulta de um “equilíbrio” de inúmeros fatores, e esse equilíbrio por alguma razão pode deixar de existir, nesse momento se não existir paixão, possivelmente ambas as pessoas se separarão.

E você apaixonou-se à primeira vista?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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