Atualmente fala-se muito em reforços positivos principalmente em contexto educacional. Mas afinal o são reforços? E como devemos ou podemos aplica-los?

Reforço deriva de uma técnica comportamental para a alteração de comportamentos. Os reforços são estímulos específicos que incentivam determinado comportamento. Isto é, após determinado comportamento, se aplicamos um reforço, esse comportamento tem maior probabilidade de voltar a ocorrer.

O reforço é uma técnica primitiva que funciona tanto em humanos como em outros animais, não apenas mamíferos, como também aves e repteis.

É uma técnica simples e eficaz. Após um comportamento que queiramos que se repita aplicamos um incentivo. Muitas vezes esta técnica é utilizada de uma forma inconsciente pelos educadores e pelos treinadores de animais.

Apesar desta técnica ser de fácil aplicação, aumenta a complexidade com a complexidade do ser. É diferente aplicar um reforço a um animal de aplicar a um ser humano. Para os animais os reforços são essencialmente comida, visto ser a sua principal necessidade. Já os seres humanos são muito mais complexos não apenas nas necessidades como também nas dinâmicas mentais.

Cada pessoa é única em todos as suas dimensões, tal como a realidade de cada um. Logo cada pessoa possui necessidades distintas. Além de que será difícil saber o reforço mais eficiente ou eficaz sem conhecer a pessoa. O que é mais curioso é que um mesmo estímulo pode para algumas pessoas servir como reforço positivo e para outras servir como punição, tendo o efeito contrário. É o caso na sala de aula, o fato de ir ao quadro, responder ou ler em voz alta. Pois para muitos alunos é uma coisa que gostam enquanto para outros é uma coisa que evitam.

O reforço pode ser muita coisa, desde um doce, um afeto, um presente, uma caricia, um “obrigado”, um “muito bem”, um abraço, etc. Tudo e qualquer coisa que vá de encontro às necessidades e interesses da pessoa que recebe.

Visto a complexidade do ser humano, não é possível encontrar um reforço eficaz sem primeiro conhecer a pessoa, filho ou aluno. Alem de correr o risco de o suposto “reforço” não ser um verdadeiro reforço. Por vezes, devido a outras dinâmicas mentais um estímulo pode ser um verdadeiro reforço, mas não ter o efeito como tal. Pois pode estar associado indiretamente a outros estímulos menos bons ou no momento do reforço o contexto possa “punir” esse reforço ou a aceitação do mesmo.

Em contexto escola ou sala de aula, essencialmente quando existe bullying é frequente o bully ou os bully punirem a vítima quando esta recebe um reforço positivo por parte da professora. Por outro lado muitos mais usam o reforço positivo como forma de chantagem, para conseguirem que os filhos façam o que eles querem, o que origina muitas vezes que os filhos abdiquem do reforço, em tom de rebelião e protesto, podendo até ter o efeito contrário

Assim sendo e concluindo, apesar do reforço ser um técnica simples e eficaz, mas é fundamental antes do aplicar conhecer o ser a quem pretendemos aplicar.

E você, usa o Reforço Positivo?

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