O Transtorno Obsessivo Compulsivo ou também conhecido por TOC é dos mais curiosos transtornos devido às suas peculiaridades e especificidades, muitas vezes descritas em filmes. Mas afinal o que é o Transtorno Obsessivo Compulsivo? E quais as implicações para a vida do individuo?

O Transtorno Obsessivo Compulsivo é considerado um transtorno de ansiedade, marcado por comportamentos e/ou rituais estranhos para a sociedade. Como ideias exageradas e irracionais de perfeição, organização, simetria, saúde, higiene, etc. Muitas vezes estes comportamentos são incontroláveis ou extremamente difíceis de controlar.

Estes estranhos comportamentos e/ou rituais têm o nome de Obsessões. E pelo fato que serem extremamente repetidos e difícil ou impossível de controlar, mesmo quando o sujeito percebe que está a ser prejudicada por tais comportamentos e/ou rituais tornam-se Compulsões. Daí o nome Obsessivo-Compulsivo.

Aproximadamente há um século este transtorno vem sido descrito e relatado, mas pela inexistência de respostas, ainda é considerado um estigma, daí as pessoas que possuem este transtorno, normalmente escondem-nos do resto do mundo. A execução destes comportamentos e rituais reduz drasticamente a ansiedade.

Muitas vezes a pessoa resiste a fazer esses comportamentos e rituais, mas como resposta a essa resistência o sujeito fica com uma ansiedade crescente, levando ao extremo de uma situação de pânico (Ver Síndrome de Pânico: Causas e Implicações). O individuo pode perceber que o comportamento e/ou ritual é irracional, desadequado, até mesmo perceber que é apenas fruto da sua mente, mas no entanto o individuo não consegue evitar executa-lo.

A frequência atual deste transtorno é de 1% a nível mundial. Apontando que aproximadamente 2.5% dos indivíduos, tenham esse transtorno em algum momento de suas vidas. Ligeiramente mais frequente no género feminino que no género masculino. Aproximadamente, 50% dos adolescentes e 33% dos adultos com transtorno obsessivo compulsivo, tive início na infância.

Os pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo, possuem características muito heterogéneas, a nível de educação, cultura, biológicas e até mesmo neurológicas, o que impossibilita o conhecimento da origem do transtorno ou de estabelecer um padrão. Investigadores defendem que a origem é deve-se a um conjunto de vários fatores. Estudos apontam que o transtorno se deve a uma alteração bioquímica no cérebro.

O tratamento deste transtorno passa pela psicoterapia numa abordagem cognitivo-comportamental ou psicodinâmica, associada a um acompanhamento famatológico (Inibidores Seletivos de Recaptação da Serotonina).

Diagnosticar o transtorno por vezes não é muito simples podemos observar os critérios do DSM-IV aqui.

É importante referir dois aspetos que acho importante. O primeiro é que todos nós temos rituais e comportamentos com mais ou menos repetição. Os comportamentos repetidos, de rotina, quase automáticos é uma forma de minimizar esforço e energia ao cérebro. Como seria fazer tudo diferente cada dia? O cérebro despende muito esforço na aprendizagem e na criatividade. Porém as rotinas e rituais, deixam de ser benéficos quando impossibilitam a vida “normal” e causam sofrimento.

Outra coisa importante deve-se à origem ser num desequilíbrio bioquímico no cérebro, isso não implica que seja inato ou estrutural. É importante perceber que somos influenciados psicologicamente por fatores externos, como a educação, cultura, experiência, etc. Essa mesma influencia tem repercussões diretas no nosso cérebro, na sua estrutura e ao nível bioquímico. Isto é, podem-se detetar alterações bioquímicas, mas estas podem ser apenas um sintoma, uma resposta a algo e não ser a origem do transtorno em si.

E você, tem muitos rituais e rotinas?

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Autor: Jorge Elói

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