A Psicologia Positiva ao contrário que possa parecer não é uma área da psicologia, mas sim um movimento, uma abordagem de psicologia relativamente recente. Mas quais os seus princípios?

A Psicologia Positiva é uma abordagem da psicologia, que se centra na valorização das qualidades, dos potências e das motivações indivíduos.

A Psicologia Positiva surgiu derivada de uma outra corrente da Psicologia, a corrente humanista. Esta marcada por psicólogos como Abraham Maslow, Carl Rogers e Carl Jung. A abordagem humanista, visava a felicidade humana, porém, apesar das teorias e práticas desenvolvidas, não conseguiram uma forte componente empírica, por consequência muitas dessas teorias e práticas foram postas de lado. Passado uns anos surge a Psicologia Positiva que pegando em muitas teorias e práticas dos humanistas, mas agora com uma componente empírica mais sólida conseguiram que a Psicologia Positiva seja reconhecida como uma abordagem independente e diferente das tradicionais.

A Psicologia Positiva difere em vários aspetos das abordagens tradicionais da psicologia, contudo o principal aspeto que a faz diferente das abordagens tradicionais é que enquanto as abordagens tradicionais focam-se na doença, no que está mal, remediando, prevenindo a doença mental. Já a Psicologia Positiva foca-se na nas qualidades, nas motivações, nas potencialidades dos indivíduos, invés da doença, visando em última instância a felicidade humana.

Conceitos novos como Resiliência, são objetos de estudo desta abordagem da psicologia. A Resiliência refere o desenvolvimento saudável, num ambiente hostil. Isto é, a auto-superação, a superação de crises, desenvolvimento de potencialidades, na auto-motivação, auto-determinação, etc.

São identificados 3 importantes pilares na investigação desta abordagem: experiência subjetiva; as forças e virtudes individuais; as instituições e comunidades.

Outro objeto de estudo da psicologia positiva centra-se na felicidade humana. A felicidade humana é de longe o objetivo mais ambicionado pelo ser humano. Teorias motivacionais, defendem que tudo o que se faz, todas as nossas decisões, visam em última instância sermos felizes. Sentimo-nos bem quando uma decisão ou acontecimento, nos aproxima da felicidade e sentimo-nos mal quando uma decisão ou acontecimento, nos afasta da felicidade.

Na intervenção da abordagem da psicologia positiva, o psicólogo foca-se nas qualidades e potencialidades do individuo, usando-as como meio e impulsor, para superar as suas partes menos positivas. Por outras palavras, um individuo é incapaz de ser feliz ou ser bem-sucedido, devido a medos ou obstáculos. Enquanto na intervenção da psicologia tradicional se focava no medo, explorando a sua origem, as suas implicações, etc. Na abordagem da psicologia positiva, são focadas as qualidades e potencialidades do individuo, e estas são utilizadas meio para superar ou contornar o medo.

É importante referir, apesar desta abordagem ser nova e revolucionária, isso não implica que esta abordagem seja melhor ou pior que as tradicionais. Porém existem estudos que indicam que cada perturbação, distúrbio ou doença mental existe uma abordagem associada. Isto é, a mesma abordagem pode ser extremamente eficaz para alguns casos e ineficaz em outros. Desta forma, não se deveria “subestimar” as abordagens tradicionais, pelo contrário, a intervenção cada vez mais, deve ser integrativa (integrando várias abordagens).

E você, é feliz? Conhecia a psicologia positiva?

Posts Relacionados: A importância da Psicologia ; 6 Dicas para Educar com Limites ; Aprendizagem: 3 Regras para uma Estratégia Eficaz ; BIRRAS: 6 Conselhos Úteis ; Hiperatividade e Défice de Atenção: Causas e Consequências ; Psicologia Educacional; Hipnose

Autor: Jorge Elói

Sem Spam

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta

4 Comentários