Parkinson é uma das demências mais conhecidas. Ela afeta o sistema motricidade de uma forma geral. Mas quais as suas origens e implicações?

A demência de Parkinson foi descrita pela primeira vez por James Parkinson em 1817. O seu nome deriva então do nome do investigador que a descreveu pela primeira vez.

Esta doença é caracterizada por uma disfunção dos neurónios produtores de dopamina, situados nos núcleos da base, estes intervenientes nos movimentos conscientes que têm origem no córtex e levam os seus sinais até aos músculos.

Relativamente á prevalência, existe uma grande variação entre países, essa variação deve-se à idade média da população, numa idade mais envelhecida a taxa de prevalência será superior. Tendo isso em conta, pode variar de aproximadamente 10% a 40%, consoante o pais. A taxa aumenta ao mesmo tempo que a população envelhece.

À semelhança de outras demências, na doença de Parkinson, os neurónios morrem lentamente e de forma progressiva.

Ao nível de sintomas, a doença de Parkinson é marcada pelo: tremor em repouso, movimentos lentos e rígidos. Alteração da postura corporal de marcha, caracterizada por uma postura encurvada para a frente, “arrastando” os pés, dando pequenos passos. Dificuldade para iniciar e parar a marcha e mudar de direção.

Os sintomas têm início nas extremidades superiores e inicialmente são unilaterais, devido à degeneração do cérebro não ocorrer de forma simétrica. Os tremores musculares ocorrem inicialmente geralmente por uma das mãos, posteriormente a perna do mesmo lado e depois os outros membros. Verifica-se mais forte em membros em descanso, em momentos stressantes e menos notável em movimentos mais amplos

Devido ao controle deficiente dos músculos da face e da laringe, o paciente pode apresentar sempre a mesma expressão, independente de estar ou não emocionado e independente da emoção. Além disso apresenta uma voz monocórdica, com deterioração crescente da fluência da fala, surgindo sintomas como gagueira.

No progresso dos sintomas, surgem depressão, ansiedade, insónias, dificuldades na memória e perda do sentido do olfato. Porém sintomas como: a falta de iniciativa para atividades espontâneas, incapacidade de desenvolver estratégias eficientes de resolução de problemas, lentificação dos processos de memorização e processamento de informação, dificuldades na perceção visuoespacial, dificuldades na geração de listas de palavras e na conceitualização são fatores precoces e muito importantes para uma deteção precoce da doença de Parkinson.

A doença surge principalmente entre os 50 e 70 anos, com o pico nos 60. Incidencia ligeiramente superior em homens do que em mulheres. Porém já relatados casos de “Parkinson Precose” com sintomas surgindo entre os 21 e 40 anos.

Aproximadamente 90% das pessoas que apresentam doença de Parkinson, sofrem ou sofreram de algum transtorno psiquiátrico em algum momento em suas vidas, o que poderá ter contribuído para o desenvolvimento da doença. A depressão é observada em aproximadamente 30% dos casos, agravando os problemas motores, problemas de sono, alimentares e as dores, porém de uma forma contraditória (ou não) os antidepressivos podem agravar os sintomas. Daí a importância de o acompanhamento psicológico, de forma a melhorar a qualidade de vida do paciente e dos seus cuidadores, bem como o autoconceito do paciente.

Quanto à origem da doença, acredita-se ser multifatorial, isto é, resulta da combinação de muitas variáveis, de um nível psicológico, ambiental e biológico. A um nível psicológico, sabe-se que as pessoas com transtornos psiquiátricos, têm maior probabilidade de possuir a doença e dessa “progredir” mais rapidamente. Logo as pessoas mais saudáveis, mais ativas, ao nível psicológico, possuem menos risco de doença de Parkinson. Ao nível do ambiente, sabe-se que um ambiente mais estimulante exige maior ativação psicológica, logo pode prevenir ou diminuir os riscos da doença. Ao nível biológico, acredita-se que possa existir alguma pré-disposição genética, porém sabe-se que algumas substâncias como drogas e antidepressivos possam contribuir para o surgimento e desenvolvimento mais rápido da doença.

E você, já conhecia a doença de Parkinson?

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