Falando Testes Projetivos, quem não conhece o teste do Desenho da Família e o teste da Figura Humana em crianças, e em adultos, o Rorschach. Estes testes baseiam-se num conceito introduzido por Freud, a projeção. Este conceito pressupõe que em tudo o que fazemos deixamos um pouco de nós!

Os Testes Projetivos, surgiram com o conceito de projeção introduzido por Freud. Projeção (clássica) para Freud constitui um mecanismo de defesa, em que o sujeito de forma inconsciente atribui características negativas de si e da sua personalidade às pessoas que o rodeiam. Partindo deste conceito surgiu o conceito de projeção assimilativa, este conceito é mais amplo do que o de projeção clássica. Segundo a projeção assimilativa, interpretamos a realidade, não como ela é na objetivamente, mas em função da nossa personalidade, necessidades e experiências de vida.

Nos Testes Projetivos, é pedido ao sujeito que interprete um estímulo ambíguo e sem significado, ou então é pedido que desenhe algo muito generalista, como uma família ou um ser humano.

Estes testes possuem características que os fazem únicos, possuindo vantagens que mais nenhum tipo de teste possui. Nestes testes o individuo testado, desconhece o que está a ser testado, enganando assim os possíveis mecanismos de defesa ou tentativas de enganar o examinador. Uma outra grande vantagem, é que com os Testes Projetivos o examinador tem acesso ao inconsciente do individuo, algo que nem ele próprio tem acesso.

As coisas não são como são! São como és!

Um exemplo simples e prático dessa interpretação subjetiva que fazemos. É o popular teste do copo. Um copo meio de água, está meio cheio ou meio vazio? Seja qual for a resposta, ela vai ser em função da personalidade, necessidades e experiência de vida. Contudo o sujeito ao responder, não tem consciência o que integra e constitui essa simples resposta. Tal como a criança ao desenhar “uma família” não faz a pequena ideia o que esta a ser avaliado.

A realidade objetiva, pouco importa. O que importa é a realidade subjetiva de cada um. Isto é, não importa o que se vive, mas como se vive. A realidade varia consoante a perspetiva (Ver Como “Reciclar” Sofrimento em 4 Etapas), mas essa perspetiva integra a personalidade, experiência e necessidades. Um exemplo simples de perceber, é o fato que quando se está de bom humor, alegre e contente, tudo te parece mais belo e bonito, os obstáculos parecem fáceis de superar, enquanto quando estás de mau humor, triste e deprimido, parece que o mundo está contra nós, tudo parece irritar ou ter esse objetivo, os obstáculos parecem intransponíveis.

Os Testes Projetivos apesar de serem contestados por muitos investigadores, parecem ser solução para varias questões, possuindo grandes vantagens. Porém são fáceis de aplicar, mas a interpretação requer formação e competência.

É importante referir, que até a simples comunicação, implica interpretação da realidade, logo todo o que fazemos ou dizemos, todos os nossos comportamentos e atitudes têm sempre reflexo da nossa personalidade, experiência e necessidades. Partindo deste principio a pessoa está continuamente a projetar em tudo o que faz.

E você, conhecia os Testes Projetivos? Para si, o copo está meio cheio ou meio vazio? O que vê na Figura?

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Autor: Jorge Elói