Testes Projetivos: Vantagens e Implicações

20 de junho de 2012 por: Jorge Elói

Falando Testes Projetivos, quem não conhece o teste do Desenho da Família e o teste da Figura Humana em crianças, e em adultos, o Rorschach. Estes testes baseiam-se num conceito introduzido por Freud, a projeção. Este conceito pressupõe que em tudo o que fazemos deixamos um pouco de nós!

Os Testes Projetivos, surgiram com o conceito de projeção introduzido por Freud. Projeção (clássica) para Freud constitui um mecanismo de defesa, em que o sujeito de forma inconsciente atribui características negativas de si e da sua personalidade às pessoas que o rodeiam. Partindo deste conceito surgiu o conceito de projeção assimilativa, este conceito é mais amplo do que o de projeção clássica. Segundo a projeção assimilativa, interpretamos a realidade, não como ela é na objetivamente, mas em função da nossa personalidade, necessidades e experiências de vida.

Nos Testes Projetivos, é pedido ao sujeito que interprete um estímulo ambíguo e sem significado, ou então é pedido que desenhe algo muito generalista, como uma família ou um ser humano.

Estes testes possuem características que os fazem únicos, possuindo vantagens que mais nenhum tipo de teste possui. Nestes testes o individuo testado, desconhece o que está a ser testado, enganando assim os possíveis mecanismos de defesa ou tentativas de enganar o examinador. Uma outra grande vantagem, é que com os Testes Projetivos o examinador tem acesso ao inconsciente do individuo, algo que nem ele próprio tem acesso.

As coisas não são como são! São como és!

Um exemplo simples e prático dessa interpretação subjetiva que fazemos. É o popular teste do copo. Um copo meio de água, está meio cheio ou meio vazio? Seja qual for a resposta, ela vai ser em função da personalidade, necessidades e experiência de vida. Contudo o sujeito ao responder, não tem consciência o que integra e constitui essa simples resposta. Tal como a criança ao desenhar “uma família” não faz a pequena ideia o que esta a ser avaliado.

A realidade objetiva, pouco importa. O que importa é a realidade subjetiva de cada um. Isto é, não importa o que se vive, mas como se vive. A realidade varia consoante a perspetiva (Ver Como “Reciclar” Sofrimento em 4 Etapas), mas essa perspetiva integra a personalidade, experiência e necessidades. Um exemplo simples de perceber, é o fato que quando se está de bom humor, alegre e contente, tudo te parece mais belo e bonito, os obstáculos parecem fáceis de superar, enquanto quando estás de mau humor, triste e deprimido, parece que o mundo está contra nós, tudo parece irritar ou ter esse objetivo, os obstáculos parecem intransponíveis.

Os Testes Projetivos apesar de serem contestados por muitos investigadores, parecem ser solução para varias questões, possuindo grandes vantagens. Porém são fáceis de aplicar, mas a interpretação requer formação e competência.

É importante referir, que até a simples comunicação, implica interpretação da realidade, logo todo o que fazemos ou dizemos, todos os nossos comportamentos e atitudes têm sempre reflexo da nossa personalidade, experiência e necessidades. Partindo deste principio a pessoa está continuamente a projetar em tudo o que faz.

E você, conhecia os Testes Projetivos? Para si, o copo está meio cheio ou meio vazio? O que vê na Figura?

Temas relacionados: A Importância da Psicologia ; 6 Passos para Maximizar o Potêncial de Empregabilidade ; Psicologia Clínica e a Relação Terapêutica ; Deus: Acreditar ou não Acreditar ; 12 Crenças Irracionais de Ellis ; Como “Reciclar” Sofrimento em 4 Etapas

Autor: Jorge Elói

Jorge Elói

facebooktwittergoogle plus

Residente no distrito de Leiria. Fundador e Criador do Espaço Psicologia Free. Licenciado em Psicologia, Mestre em Psicologia da Educação, Hipnoterapeuta Certificado, Certificado Internacional em Coach, Formador. Conhecimentos de programação e Webdesigner. Experiência na Área de Marketing e Comercial. Adora jogging, futebol, xadrez, aprender e uma boa conversa. Curioso, criativo e empreendedor!




Comentarios

7 Comentaram “Testes Projetivos: Vantagens e Implicações”
  1. antónio gonzalez disse:

    Acho péssima ideia divulgarem em sites públicos as imagens dos testes projectivos…

    • Antes de mais agradeço a intervenção. Deixa-me que lhe diga que concordo consigo, por isso em momento algum referi que onde era a imagem. O senhor foi quem associou a imagem a um teste, pois em nenhum momento no meu artigo eu o fiz. Relativamente a imagens em sites públicos, fiz uma pesquisa no google e veja o que encontrei aqui também fiquei espantado com a informação exposta na net, por vezes extremamente prenominada. Contudo lembrei-me, possivelmente como eu teve formação na área e sabe que a aferição do teste, tem determinados padrões (tamanho, brilho, etc.), que não se assemelha a esta imagem.
      Não sei se costuma acompanhar os artigo, já agora gostaria de saber a sua opinião relativamente a outros artigos. Na sua perspetiva tem pontos positivos? Obrigado pela participação!

  2. isabel mota disse:

    Boa tarde,
    Estão salvaguardados os principios éticos que envolvem a aplicação destes testes? Grata pela atenção,
    Isabel Mota

    • Boa tarde Isabel.
      É uma questão relevante e pertinente, já que o avaliado não saberá ao que está a ser avaliado e ao mesmo tempo o avaliado recolherá informação que possivelmente de forma consciente o avaliado não dar-lhe-ia acesso. Porém, na minha perspetiva conservando o principio da confidencialidade, os princípios éticos serão também salvaguardados. Visto que apesar de termos acesso a informação interdita (ou não), nunca a vamos divulgar, partilha-la com ninguém ou usa-la para prejudicar o avaliado. Esse informação deverá ser usada unicamente para ajudar e promover o bem estar do avaliado, ou contribuir para isso. Porém tudo isso depende do avaliador e não do teste em si.
      Espero que tenha respondido à sua questão. Volte sempre! Obrigado por nos acompanhar!

  3. Joana C. disse:

    Acho o texto muito coerente, bem escrito e com uma linguagem bastante acessível !
    Parabéns, acho que está muito explicito.

    • Obrigado pela participação Joana! Espero que tenha gostado do nosso Espaço! Tento utilizar uma linguagem simples e clara e ao mesmo não desprezando as bases técnicas e cientificas. Fico feliz por saber que estou no bom caminho. Volta sempre! Alguma crítica, sugestão ou opinião, não hesites, escreve! Espero que tenhas uma boa continuação!

  4. Demetrio adriano disse:

    Meu caro, eu escrevo aqui as minhas criticas com relação a tais testes,se de fato são de ordem cientifica?Recentemente, fiz tal teste para uma vaga de emprego na Segurança Privada,porém,mesmo me capacitando em três cursos na área e me qualificando o máximo na minha profissão,fui considerado” inapto” para uso de armamento.ora,quantos profissionais considerados “aptos”para trabalhar na área da segurança,não estão cometendo todo tipo de barbárie,tudo por causa de uma irracionalidade e falta bom senso para medir seus atos?eu pergunto:como essas pessoas foram consideradas aptas a função,se elas nem ao menos conseguem pensar nas consequências do que fazem?Eu fiz o teste,e fiquei muito desapontado por saber que simplesmente fui julgado incapaz de uma função,por uma simples interpretação psicológica.será justo que um papel,pode definir de fato a estrutura da psique humana,simplesmente através da interpretação de um teste obscuro?Quantos psicopatas não fizerem esses teste,e foram considerados aptos e normais?Meus atributos e de feitos,não podem ser posto em xeque,simplesmente em 1 hora de teste e serem definidos como normais ou anormais;sendo que a personalidade humana,esta em constante transformação e mudança.o ser humano e variação,e isso e um fato inquestionável! eu mesmo,conheço pessoas que passaram em testes psicológicos para trabalharem na área da segurança,mas são pessoas totalmente nervosas,as vezes se alterado por qualquer coisa.me digam,como isso e possível?será que não é mais uma prova,que esse teste não é uma ciência exata e tem suas falhas?Se o fato de admitir que preciso melhorar mais como pessoa,e preferir usar mais a “razão”,ao invés da “emoção”;ser considerado louco,então eu de fato devo ser só mais um louco num mundo cheio de irracionalidade.Nem sempre a primeira impressão de uma coisa,e a verdadeira e absoluta verdade.por acaso,ser sincero consigo mesmo,não e um dos maiores esforços que um ser humano pode realizar?se eu não me engano,foi o pai da Psicanálise que proferiu essas palavras.pois,se isso e verdade,então eu não posso ser considerado “inapto” por um simples detalhe,mas um esforçado por querer mudar e melhorar como ser humano.fiquem na paz!

Sair da Resposta