Muitas pessoas sente-se infelizes, embora acreditem que têm tudo o necessário para serem felizes. Mas porque é que isso acontece? O que a pessoa pode fazer? Será que é normal sentir essa “decepção”?

“Tenho tudo para ser feliz e não sou!” é uma frase e um pensamento, mais comum do que se pensa, mas porque essa “desilusão”? Para percebermos este pensamento é necessário primeiro o perceber o que é a felicidade para a pessoa. Embora exista uma definição do que é a felicidade, esta está longe de ser unânime.

Retirado do dicionário: “Estado da pessoa feliz, satisfeita, alegre, contente: a felicidade do vencedor. Satisfação; sensação real de satisfação plena; estado de contentamento. Estado de quem tem boa sorte: para sua felicidade, o chefe ainda não chegou. Êxito; circunstância ou situação em que há sucesso: felicidade na realização do projeto.”

Resumindo, a felicidade é um estado de satisfação plena, o que permite cada pessoa definir para si o seu próprio estado de felicidade. A felicidade até poderá ser a mesma coisa para todas as pessoas, mas o “percurso” até lá é que pode ser único, variando de pessoa para pessoa! Para umas pessoas podem atingir a felicidade, quando concretizam um projecto, já para outras, poderá bastar um simples sorriso. Pessoas diferentes, acreditam que caminhos diferentes para chegar à felicidade, umas acreditam que a felicidade está nos relacionamentos, outras do dinheiro, outras no poder, etc.

Nós durante a nossa vida, vamos “aprendendo” qual será o nosso caminho! Valores incutidos, pelos nossos pais e pelas pessoas à nossa volta. Numa família de “magnatas”, provavelmente o dinheiro será o caminho para a felicidade. Já numa família muito unida, a felicidade atinge-se através da família.

Contudo, embora os nossos educadores, nos tenham ensinado implicitamente o caminho para a felicidade, é possível que esse caminho à medida que o percorremos, deixe de fazer sentido. Isto é, embora os nossos educadores nos terem ensinados que o “dinheiro” é importante, em determinado momento essa “aprendizagem” pode ser questionada e mesmo verificada que não faz sentido. Pode por exemplo perceber que mais importante é o “conhecimento”, em vez do “dinheiro”. Neste momento surge uma bifurcação do caminho entre :

Assumir os seus valores diferentes e enfrentar a possibilidade de ser rejeitado pelas pessoas próximas e importantes que não partilham os mesmos valores OU continuar adoptando os antigos valores, mesmo sentindo que não o leva a lugar nenhum. Neste ultimo caso, é comum o pensamento “ Tenho tudo para ser feliz, mas não sou”!

Continuará…