O ser humano ao nível psicológico é constituído por diversos componentes em vários níveis, contudo existem diferentes perspetiva uma das interessantes é a “Pirâmide Neurológica”.

A “Pirâmide Neurológica” é uma teoria inicialmente proposta por Gregory Bateson e posteriormente adaptada por Robert Dilts, à programação neurolinguística. Esta teoria na minha perspetiva é bastante interessante, pois além de descrever como o pensamento é constituído esta teoria, pode eventualmente dar-nos estratégias sobre modificar comportamentos.

A “Pirâmide Neurológica” pressupõe seis níveis hierárquicos, cada pessoa possui esses 6 níveis, porém o que compõem cada um destes níveis é que varia de pessoa para pessoa.

Descrevendo a pirâmide:

Ambiente: O ambiente constitui a base da pirâmide, o ambiente corresponde aos fatores externos ao sujeito, ao “quando?”, ao “onde?” e ao “com quem?”. Este é o nível mais reativo e de descontrole, pois é o nível que o sujeito tem menos controle e “poder”.

Comportamento: O comportamento é o segundo nível a contar da base, este corresponde às ações do individuo, o que este faz, a forma de agir. Refere-se a “o que você faz”!

Capacidade: A capacidade refere-se às capacidades do individuo, capacidades cognitivas, competências etc. Refere-se ao “como se faz”, essencial para a estratégia.

Crenças e valores: As crenças e valores constituem o quarto nível, constitui ao “porquê?”. As crenças e valores representam a razão, este nível é fundamental para a motivação.

Identidade: A identidade constitui a essência central e primordial do individuo. A identidade representa “Quem sou?” e por isso a missão. Esta constitui o quinto e penúltimo nível da pirâmide.

Espiritual: A “dimensão” espiritual é o último nível da pirâmide, e por isso constitui a ponta da pirâmide. Ao contrário do que se pensa, não diz respeito a espíritos propriamente disto, mas sim à transmissão de experiência e conhecimento para outros indivíduos.

São assim constituídos seis níveis da pirâmide neurológica que constitui o ser humano o seu pensamento e as suas ações.

É importante referir que os níveis superiores ordenam os níveis inferiores, isto é, a nossa identidade define os nossos valores, que por sua vez ordena/define as capacidade adquiridas, que por sua vez definirão o comportamento, e este por sua vez vai influenciar e interagir com o ambiente. Um exemplo prático: se os meus valores passam por ajudar as pessoas, as capacidades que irei desenvolver serão por exemplo competências sociais, que por sua vez o meu comportamento vai ser mais “empático”, logo vou atrair facilmente as pessoas e as pessoas sentir-se-ão bem comigo.

O movimento contrário é muito difícil, mudando apenas o ambiente, é difícil alterar os valores e crenças ou mesmo alterar a nossa identidade.

Esta teoria também é importante na forma como definimos um problema, pois a forma como definimos o problema pode contribuir para a solução. Isto é, se uma pessoa for “um alcoólatra” é muito diferente de ser uma pessoa “com dificuldades de lidar com o álcool”. Pois “um alcoólatra” situa-se ao nível da identidade no quinto nível, enquanto “dificuldades de lidar com o álcool” situa-se ao nível do comportamento no segundo nível. É mais fácil mudar o comportamento do que mudar a identidade. Devemos então enquadrar os problemas nos níveis mais inferiores, enquanto nas soluções devem ser executados nos níveis mais superiores.

E você, o que se considera?

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