Desde que o ser humano existe, existe também a crença em Deus! Mas será que Deus existe? E se existe, onde se localiza?

A existência do ser humano e a humanidade está marcada por uma crença ancestral: a crença em Deus. Por diversas razões, o ser humano está intimamente relacionado com a crença em Deus e por consequência existe também um menor grupo, mais racional que questiona a sua existência.

A “guerra” dos “crentes” e dos “não crentes”, começou no início dos tempos até à atualidade, porém as “armas” foram-se sofisticando. Em termos de curiosidade e conhecimento, esta “guerra” torna-se bastante interessante pois existem “batalhas” dentro de uma mesma área de conhecimento. E a psicologia não é exceção, pois apresenta argumentos a favor e contra os crentes. Mas é importante salientar que os argumentos dependem da perspetiva como são encarados e interpretados.

Os crentes, não acreditam necessariamente em Deus, podem acreditar em Deuses ou simplesmente em algo superior. Existem inúmeras razões para acreditar, entre as quais podemos resumir e citar algumas:

  1. 1.       Todos os acontecimentos “encaixam” com extrema perfeição, desde o surgimento da vida na terra, até aos acontecimentos da vida quotidiana, que não pode ser o simples acaso;
  2. 2.       “Deus”, ajuda a tomar as decisões corretas e seguir por os caminhos mais acertados, embora no início não pareça;
  3. 3.       Ao “aproximar-se de Deus”, as doenças e saúde melhoram significativamente e objetivamente, muitas vezes considerados milagres;
  4. 4.       Não sei explicar, não vi nem ouvi nada, apenas sinto. Uma paz, como se de um toque divino se trata-se.

É importante referir estas crenças estão impregnadas de subjetividade, logo podem ser interpretadas de várias formas.

Estas quatro crenças, resumem e concentram muitas outras. Existem então nas várias de conhecimento argumentos contra e a favor e a Psicologia não é exceção.

Existem benefícios objetivos e indiscutíveis ao nível físico e psicológico em acreditar em “Deus” (Ver Deus, Acreditar ou Não acreditar?), logo pode originar melhorias ao nível da saúde física e psicológica. Ao melhorar a saúde mental poderá permitir um nível cognitivo mais elevado, por consequência maior lucidez e discernimento na capacidade de tomada de decisão. Assim de certa forma, a crença 2 e 3 parecem justificadas, embora em nenhum momento se refira quanto à existência ou não de “Deus”.

Acreditar que é o caminho certo, pode tornar o caminho, no caminho certo. É esse o princípio do efeito pigmaleão ( Descodificando o Segredo: Lei da Atração ou Efeito Pigmaleão? ), isto é, a nossa perceção da realidade varia em função das nossas crenças e expetativas. Assim, parece rebater a crença 1 e contribuir para a crença 2, porém não devemos esquecer que as nossas crenças e expetativas também são construídas em função da nossa perceção da realidade.

A última é a mais complexa de justificar, pois como podemos rebater um sentimento ou emoção se são sabemos a qual nos referimos? Contudo podemos apresentar alguns estudos curiosos ao cérebro humano (Ver NeuroPsicologia: O Cérebro Humano ), mostram que diferentes áreas têm diferentes funções nessa experiência de “Deus”:

Sintonia com o Universo. A ciência diz que quando existe pouca ativação no lobo parietal gera-se a sensação de estar em sintonia e fundida com o Universo;

Orações. Segundo os cientistas, é no ponto de encontro entre o lobo parietal, temporal e frontal que existe a zona responsável pela reação à linguagem;

Imagens Religiosas. Será graças ao lobo temporal inferior (esquerdo) as imagens religiosas, como velas ou cruzes, facilitam a prece e a meditação;

Emoções Místicas. O lobo temporal (esquerdo), será responsável por gerir os aspetos emocionais das experiências religiosas, como a alegria, a esperança e o medo;

Concentração. Lobo frontal está diretamente relacionado com a atenção e a concentração. As ressonâncias magnéticas mostraram que esta zona é especialmente ativada durante a meditação.

Apesar da glândula pineal ( Ver Glândula Pineal: Funções Paranormais? ) estar mais popularizada com um cariz místico, cientistas descobriram que quando estimulava uma zona específica do lobo temporal esquerdo, os sujeitos relatavam experiencias místicas, referidas na crença 4. Não há forma de saber se os lideres religiosos do passado teriam alguma lesão ou epilepsia, mas Ellen White fundadora do Movimento Adventista do Sétimo Dia sofria de epilepsia (Ver Epilepsia: Causas e Implicações)  do lobo temporal e segundo Gregory Holmes, poderia ser responsável pelas suas poderosas visões religiosas. Coincidência ou “Deus” está no cérebro?

O fato de uma zona do cérebro ser responsável pelas “alucinações” em conjunto com a física quântica, pode dar origem a outra discussão (ainda mais extrema). Serão alucinações unicamente criações do nosso cérebro, ou por alguma razão foi possível visualizar outra dimensão ou outro plano?

Apesar dos argumentos a favor e contra, parece que se está longe de uma conclusão objetiva. Mas cada um tem e deve acreditar no que para si tem mais sentido e significado.

E você, crente ou não crente?

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