A discussão entre o Livre Arbítrio e Determinismo, nasceu nas primeiras sociedades inteligentes até aos dias de hoje. Mas qual é a verdade? Será que temos o controle sobre a nossa vida?

Desde o início dos tempos nas sociedades inteligentes se questionou sobre a existência do Livre Arbítrio ou do Determinismo, e a que se deve os comportamentos humanos.

A distinção é clara e radicalmente extrema, assumindo a existência no Determinismo, todos os comportamentos humanos eram previsíveis, fugindo ao controle do próprio individuo. O Ser Humano, seria um simples espetador dos seus próprios comportamentos e da sua vida. Controlado por uma “força” superior, podendo chamar-se Deus, destino, natureza, desígnio, etc. O Ser Humano não poderia fugir ao seu destino, mas visto que a sua consciência e comportamentos seriam envoltos pelo determinismo, este não teria consciência desse mesmo controle e mesmo se tivesse, nada poderia fazer para contorná-lo.

No estremo oposto, o Livre Arbítrio, pressupunha que o Ser Humano tinha total controlo sobre si próprio e sobre a sua vida. Assim a sua vida e as consequências desta, resumiam-se única e exclusivamente a si próprio. Este era construtor ativo da própria vida. Nesta perspetiva o Ser Humano afasta-se de Deus e da conceção de destino, visto que o futuro não está escrito, mas vai-se construindo.

Ao nível geral o pensamento do Ser Humano tem-se movido gradualmente do determinismo para o Livre Arbítrio. No passado, Deus e o destino tinham um papel mais importante e central na vida do Homem, porém vieram perdendo essa importância até à atualidade. Contudo atualmente para muitas pessoas o Determinismo ainda se sobrepõe ao Livre Arbítrio, isso pode relacionar com o Locus de Controle (Ver Locus de Controlo: Um Construto Estruturante).

O senso comum diz-nos que as pessoas mais inteligentes e com mais conhecimento, tendem a “acreditar” no livre arbítrio, já que “acreditar” no Determinismo minimiza a importância do Ser Humano, reduzindo-o a espetador.

Provavelmente para a maioria das pessoas a ideia de Determinismo, é considerada absurda e ilógica. Porém estudos das Neurociências questionam o Livre Arbítrio, chegando a conclusões interessantes.

O investigador da área da consciência, Benjamin Libet construiu uma curiosa experiência em que propunha a pessoa a “utilizar” o Livre Arbítrio, observando as áreas ativadas do cérebro através de EEG. Curiosamente a área do cérebro era ativada 300 milissegundos antes que o indivíduo tivesse consciência dessa mesma vontade de agir. Posteriormente outros investigadores com experiências semelhantes como John Dylan-Haynes, afirma que segundos antes da tomada de decisão consciente, o cérebro já fez a decisão.

Visto que é possível prever a tomada de decisão através da visualização das zonas ativadas, teoricamente, seria possível construir uma máquina capaz de prever as decisões e comportamentos humanos.

Por outro lado, se o cérebro já decidiu antes da própria consciência, surgem então várias questões, como por exemplo: A decisão é com base em quê? De onde vem a informação para a tomada de decisão? Porque a decisão se antecipa à consciência? Seriamos capazes de alterar a decisão depois de esta ser tomada pelo cérebro?

É importante de referir que as conclusões destes estudos são questionados por filósofos e outros investigadores. Porém a validade e estrutura não é questionável pois, já foi possível a vários investigadores replicar estas experiências.

E você, em que “acredita”, Determinismo ou Livre Arbítrio?

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Autor: Jorge Elói