Medicamentos ou Psicoterapia, Psiquiatra ou Psicólogo é a eterna questão das pessoas com problemas, distúrbios ou doenças mentais. Mas a resposta não é assim tão clara e óbvia.

Atualmente devido ao ritmo da vida atual, à velocidade que os acontecimentos ocorrem e ao que nos é exigido, o ser humano pelas consequência das contingências atuais, vive intensamente o momento, o prazer do momentâneo, negligência muitas vezes o futuro e as respetivas consequências. Nesta perspetiva, os medicamentos surgem como resposta óbvia à pergunta inicial. Visto que as pessoas querem que os sintomas desapareçam o mais rápido possível, independentemente da cura ou não da doença central.

Os medicamentos só por si não alteram atitudes e formas de pensar.

Os medicamentos surgem como uma resposta rápida e aparentemente eficaz como remediação dos sintomas, mas pouco ou nada faz sobre a doença central. Isto é, os sintomas desaparecem quase por magia enquanto se toma os medicamentos, porém quando se deixa de tomar, os sintomas voltam e por vezes de forma mais intensa e descontrolada.

Os medicamentos que agem no sistema nervoso central têm o nome de drogas psi-coativas ou substâncias psicotrópicas. Estas podem atuar sobre a perceção, humor, comportamento e consciência, tendo consequências diretas e indiretas sobre outras capacidades cognitivas. A utilização destas substâncias tem consequências ao nível da alteração da constituição química do cérebro, até mesmo consequências na própria estrutura cerebral, bem como efeitos secundários. Provocando na maioria dos casos elevada dependência física e/ou psicológica, levando a um ciclo vicioso que dificilmente será interrompido e quando isso acontecer, terá consequências sérias de abstinência.

Os antidepressivos estão entre os medicamentos mais consumidos, tal como a depressão é das doenças mentais atualmente mais comum e tem vindo a aumentar. Porém existem cada vez mais estudos que questionam a eficácia de tais medicamentos. Estudos recentes sobre antidepressivos populares como o Prozac, Seroxat e Efexor, demonstram que estes têm pouco efeito sobre doentes de depressão profunda, muito semelhante ao efeito do placebo (Ver Efeito Placebo: Conheça este Incrível Efeito), estes cujo efeito se resume à crença e expetativa sobre o seu efeito. Este fato faz-nos questionar a eficácia dos restantes medicamente.

A Psicoterapia por outro lado, leva o seu tempo, não é instantânea como os medicamentos. Porém não tem efeitos secundários, nem colaterais. Não provoca abstinência nem dependência. E quando esta é eficaz, os sintomas podem não voltar mais. Existem várias abordagens, umas focam-se mais nos sintomas, outras no “quadro” central, daí utilizar-se cada vez mais uma abordagem integrativa.

É importante referir que muitas vezes a psicoterapia apesar das vantagens, muitas vezes surge ineficaz devido à persistência de determinados sintomas que impossibilitam o decorrer da psicoterapia. O mais correto e usual nestes casos é uma solução integrando medicamentos e psicoterapia. A medicação elimina ou minimiza os sintomas, possibilitando a utilização da psicoterapia de forma eficaz.

Em jeito de conclusão, entre a medicação e a psicoterapia, deve-se dar prioridade à psicoterapia ou em alguns casos utilizando ambas, nunca optar unicamente pela medicação visto que só por si pode aliviar os sintomas, mas nunca curar a doença.

E você, o que acha melhor medicamentos ou psicoterapia?

 E você, pratica atividade física?

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Autor: Jorge Elói