Compreender e entender as pessoas foi desde sempre, um dos primordiais objetivos do homem. Conseguir identificar padrões ou mesmo prever comportamentos foi desde cedo uma das áreas de estudo e interesse humano. Pois é o ser humano que constrói ou destrói a realidade à sua volta. Com esse intuito, foi criado o conceito de personalidade.

Personalidade, de uma forma resumida e clara, é um conjunto de padrões emocionais e comportamentais minimamente estáveis no tempo, que definem a forma como ele depreende o mundo e a realidade à sua volta.

Está longe de ser unânime entre a comunidade científica, se a personalidade é inata ou adquirida. Pois uns investigadores, essencialmente os relacionados com a biologia, a genética, defendem maioritariamente que a personalidade é a tradução dos genes/biologia com a qual nascemos. Já outros investigadores, principalmente os relacionados com a parte comportamental propriamente dita, como psicólogos, sociólogos, entre outros, defendem que é adquirida, é resultado da educação. Porém existe uma opinião intermédia, não radical que tenta integrar as duas perspetivas, sendo cada vez mais aceite como a forma “mais correta”, refiro-me à explicação que nascemos com determinadas tendências potenciais genéticas/ biológicas, mas o meio é que “decide” o que vai desenvolver. Assim, a personalidade é parte adquirida e parte inata.

Existem inúmeras teorias sobre a personalidade, cada teoria é uma forma diferente de “categorizar as características”. Umas mais gerais, outras mais específicas. Contudo um dos pioneiros no estudo da personalidade foi Jung, discípulo e colega de Freud.

Na sua teoria, Jung começou por definir uma característica que para ele era crucial e divisória, nomeadamente a extroversão vs introversão. Os introvertidos centram-se essencialmente nos seus pensamentos, no seu mundo interior, muito introspetivos, pouco pragmáticos, correndo o risco de perder o contato com o mundo exterior. Já os extrovertidos, envolvem-se muito com o mundo externo, tendem a ser mais sociáveis e conscientes do que passa à sua volta, o maior risco é essencialmente negligenciarem o seu mundo interior, bem como uma forma própria de ver o mundo.

Jung paralelamente a estas duas características, definiu 4 “tipos” de personalidade, definidas por 4 funções primordiais:

Pensamento- Pessoas mais reflexivas, tomam as decisões baseadas em critérios lógicos e objetivos. Bons estrategas, planeadores e teóricos.

Sentimento- Pessoas que preferem emoções fortes e intensas, independentemente sejam positivas ou negativas. Valorizam princípios abstratos e subjetivos. Tomam decisões essencialmente com base a valores próprios.

Sensação- Pessoas que dão prioridade à experiência imediata, também chamados práticos. Fazem primeiro e pensam depois, correndo o risco de cometerem muitos erros.

Intuição- Pessoas para as quais, as consequências da experiencia é mais importante que a própria experiência. Dão rapidamente significados à sua experiencia, integrando-o de imediato. Processam informação muito mais rápida, comparando-a e analisando-a com a experiencia anterior, quase de forma instantânea.

E você, que personalidade tem? Introvertido ou Extrovertido?

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