O Inconsciente, queiramos ou não está sempre presente nas nossas escolhas, nos nossos juízos, nas nossas decisões, ele é uma peça fundamental do motor que gera as nossas vidas. Mas o que é afinal o inconsciente? E de que forma ele nos influencia?

Inconsciente é um conceito na psicologia, introduzido por Freud, à mais de um século atrás, sendo considerada uma das grandes Feridas Narcísicas do Homem. Isto porque até ao momento acreditava-se que o ser humano era um ser racional e consciente de todos os seus atos e suas escolhas. Freud vem então afirmar que o inconsciente existe e além disso os processos mentais possuem uma natureza predominantemente inconsciente. Verifica-se frequentemente a metáfora do Iceberg, a parte submersa representa o inconsciente, enquanto a pequena parte à superfície representa o consciente.

O Inconsciente é “um local” oculto da nossa mente, repleto de mistério, no qual temos acesso extremamente restrito. No qual têm origem a nossa criatividade, as nossas paixões, os nossos medos e muitas vezes a Verdade dos nossos atos e decisões.

A maioria dos nossos medos, não temos consciência da sua origem, isto porque esta se situa no inconsciente. Quantas vezes temos medo de algo, sem ter uma experiência negativa prévia? Ou pelo contrário, porque é que tendo continuamente experiências negativas com algo, podemos continuar sem qualquer medo? A resposta a estas questões está no Inconsciente. Questões mais comuns, como: “O que nos atrai naquela pessoa?” ou “O que nos irrita naquela pessoa?”, têm a sua resposta no inconsciente.

A maioria das nossas ações e decisões, possuem fundamento predominantemente inconsciente, embora nos custe acreditar ou admitir. Acontece muitas vezes procurarmos à posteriori significados e fundamentos para as nossas decisões e ações, tentando-nos auto-convencer, contudo a maioria das vezes desconhece-se a verdadeira origem, 0 verdadeiro fundamento.

Freud defendia que na nossa mente nada é por acaso. Escolhermos um caminho e não outro. Escolhermos uma pessoa e não outra. Escolhermos decidir uma coisa e não outra. Mesmo que nos pareça que estamos a escolher ao acaso, não estamos!

Fenómenos incontroláveis e aparentemente sem significado, Freud afirma que possuem significado inconsciente, como os sonhos. Sintomas como paranoias, alucinações ou mesmo doenças físicas (psicossomáticas) têm origem inconsciente.

O Inconsciente sobrepõe-se e domina o consciente. Quantas vezes, a razão e a intuição discordam do caminho a percorrer? Sendo que a “intuição” vence a maioria das vezes a “razão”. Contudo, isso não implica que a intuição seja negativa ou positiva, mas que segue “fundamentos” desconhecidos do nosso íntimo, sejam eles negativos ou positivos. Um exemplo extremo dessa mesma supremacia, são as raparigas com pais violentos e agressivos, mesmo reconhecendo o seu efeito negativo e sofrendo com isso, têm maior probabilidade de enquanto adultas possuírem parceiros agressivos e violentos.

A capacidade de análise e processamento de informação inconsciente não se compara à capacidade de análise e processamento consciente. Um exemplo disso mesmo é a publicidade subliminar (Ver Mensagens Subliminares: Mito ou Realidade?). O cérebro humano processa 400 biliões de bits de informação por segundo, mas apenas somos conscientes de 2000.

Muitas vezes o tratamento de sintomas ou mesmo a cura de doenças de âmbito psicológico, prende-se com conseguir ter acesso a partes do inconsciente ou melhor tornar consciente fragmentos inconscientes. Esse processo, centrasse no objetivo geral que quase todas as abordagens da psicoterapia, até mesmo em outras terapias como a hipnose (Ver Hipnose) ou Meditação (Ver Aprenda a Meditar em 6 Passos).

E você, acha-se totalmente consciente?

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