A perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção preocupa tanto pais como professores, porque tem consequências não apenas em casa como também no desempenho escolar. Mas de que forma esta doença influencia a vida da criança e o seu desempenho escolar? Qual a origem? A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção, tal como o nome diz, os sintomas focam-se na Hiperatividade e no Défice de Atenção. A hiperatividade traduz-se e em extrema agitação psicomotora, enquanto o défice de atenção manifesta-se em baixa concentração, impulsividade. Contudo os dois sintomas juntos, provocam incapacidade de terminar as tarefas propostas, sejam elas em casa ou tarefas escolares; impulsividade na execução das tarefas; pouca organização; incapacidade de compreender instruções, etc.

Todos estes sintomas, como é óbvio dificultam a educação por parte dos pais e professores. Porém esta perturbação, não pode ser vista como resultado, nem sinónimo de “má educação”. Frequentemente a falta de limites na educação e a perturbação confundem-se, visto que os sintomas de ambos revelam-se semelhantes.

Existem critérios objetivos para a diagnosticarão desta perturbação (Ver DSM-IV). O diagnóstico deve-se basear em varias fontes de informação, não apenas nos resultados dos questionários. Devem ser ouvidos os pais e professores, de forma a “contextualizar” a informação dos questionários. Por isso, recorra a um profissional de confiança devidamente qualificado. Aconselho a ouvir a opinião e o diagnóstico de mais que um profissional, já que um diagnóstico incorreto pode alterar a vida de uma pessoa por completo de forma negativamente.

A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção é uma perturbação neuropsicológica, com uma alta predisposição genética, aproximadamente 70%. Outros estudos, apontam para outras causas como problemas durante o período pré e pós natal, contacto e/ou exposição a substancias toxicas. Estima-se que aproximadamente 5 % das crianças possuam esta perturbação, embora muita das vezes não é devidamente diagnosticada.

Nesta perturbação as crianças e jovens, não possuem noção de perigo, assim aumentam em 50% os acidentes de bicicleta, 33% a ida às urgências, duas vezes mais tendência de experimentar “coisas” proibidas, por consequência (ou não) existe uma taxa de divórcio nos pais destas crianças de 60%.

Enquanto adultos, os que possuem esta perturbação, tem 2 vezes mais risco de ir para a prisão, aproximadamente 50% de terem 2 ou mais multas de excesso de velocidade por ano, 78% de serem fumadores, 58% de usarem drogas ilegais, 2 vezes mais probabilidades de se divorciarem, resumindo irão ter dificuldades na vida pessoal e no trabalho.

O tratamento ou controle da Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção, o mais correto é um tratamento recorrendo à medicação, visto ser um problema neurológico, especificamente neuro-químico, é necessário estabelecer o equilíbrio químico no cérebro. Ao mesmo tempo é necessário apoio psicológico, para que este consiga mudar de comportamento e manter essa mudança, já que só por si os medicamentos não mudam comportamentos e atitudes.

 

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Autor: Jorge Elói