A Gestalt ou psicologia da forma é uma das abordagens da psicologia. Mas quais as suas bases? E a sua origem?

A Psicologia da Gestalt, psicologia da forma, gestaltismo ou simplesmente Gestal é uma abordagem psicológica. Teve origem no início do seculo XX pelos psicólogos Max Wertheimer, Wolfgang Kohler e Kurt Koffka.

Até ao surgimento desta perspetiva, a perceção humana era explicada segundo uma análise associacionista e atomista, isto é, acreditava-se que percebíamos as figuras e objetos a partir dos seus elementos ou pelas partes que o compõem, por associação a experiências passadas. Os psicólogos da Gestalt vêm contrariar essa perspetiva, defendendo que a perceção não é o resultado da soma de cada uma das sensações ou estímulos, mas uma apreensão imediata e unificada de todas elas.

O todo é mais que a soma das partes.

Se somarmos A + B, não é simplesmente (A+B), mas dá origem a um elemento único e novo elemento, como Z.

Esta “compreensão” unificada da realidade deve-se essencialmente a uma necessidade de organização interna. Todos e cada um de nós possui uma forma única de organizar as sensações e os estímulos que recebemos do exterior. Logo, mais importante que a realidade em si mesmo é a forma como interiormente organizamos essa mesmo realidade. Isto é, a nossa perspetiva sobre os acontecimentos é tanto ou mais importante que os acontecimentos em si mesmo. Isto implica que duas pessoas passando por acontecimentos iguais ou muito semelhantes, possam possuir experiencias completamente distintas.

Não vemos partes isoladas da realidade, mas vimos a realidade como um todo. Tal como numa imagem, o fundo influencia a perceção da figura central, na perceção de qualquer acontecimento, o contexto onde ocorre é fundamental na nossa organização.

Esta abordagem foca-se essencialmente na forma como organizamos a nossa realidade. Descrevendo muitas das perturbações como uma organização “menos boa” ou “menos adequada” da realidade.

A intervenção segundo esta abordagem foca-se essencialmente em alterar a organização e perspetiva da forma como percecionamos determinado acontecimento. Não importa o que vivemos, mas como vivemos.

Quantas vezes damos por nós infelizes, ansiosos, devido a um acontecimento ou problema que achamos não ter resolução. Porém quando olhamos em nossa volta existem pessoas com problemas muito mais graves que os nossos e não estão tão infelizes ou ansiosos. O que difere entre essas pessoas e nós, segundo essa perspetiva é unicamente a forma como organizamos os acontecimentos, a perspetiva sobre o que o presente e o passado.

Quando acontecer alguma coisa que não goste, tente relativizar. Tente ver o acontecimento de uma outra perspetiva diferente. Tente ver se esse “mau” acontecimento contribuiu com algum valor para a pessoa que é hoje ou para a sua experiência.

E você, conhecia a Gestalt?

Temas relacionados: A Importância da Psicologia ; 6 Passos para Maximizar o Potêncial de Empregabilidade ; Psicologia Clínica e a Relação Terapêutica ; Deus: Acreditar ou não Acreditar ; 9 Dimensões para Desenvolver a Criatividade; 12 Crenças Irracionais de Ellis;5 Princípios Funtamentais na Educação para a Resiliência; Afinal, o que é a Auto-Estima?Como Definir Objetivos : Ferramenta SMART ; 8 Dicas para Gerir Melhor o Seu Tempo