O Efeito Nocebo é o contrário ao efeito placebo, enquanto o placebo relaciona-se com um efeito positivo, o nocebo relaciona-se com efeitos negativos.

O termo nocebo deriva do latim “ fazer mal”, opostamente o termo placebo também deriva do latim e significa “agradar”. Placebo é um tratamento sem quaisquer princípios ativos terapêutico, porém produz consequências desejáveis, agradáveis e beneficas em função das crenças e expectativas do paciente (Ver Efeito Placebo: Conheça este Incrível Efeito). O efeito nocebo é o contrário.

O termo Nocebo foi escolhido por Walter Kennedy, no ano de 1961 a fim de dar nome aos efeitos adversos dos placebos, já que até então e atualmente com alguma frequência utiliza-se a palavra placebo tanto nos efeitos positivos como negativos.

O efeito Nocebo é comum nos hipocondríacos (ver Hipocondria: O Materializar das Crenças), pois acreditam que estão doentes e que a doença está associada a coisas que não têm qualquer efeito. É a simples crença e expetativa “errada” que muitas vezes o fazem sentir dor ou desencadear os sintomas.

Estamos continuamente à mercê das nossas crenças ou descrenças, em relação ao mundo, às pessoas, à vida, aos novos desafios, à dor ou até aos medos. Sabendo isso é necessário ter isso em conta e o extremo poder dessas crenças, principalmente quando falamos de doenças.

Estudos foram feitos para testar o efeito adverso das crenças. Concluindo-se que quando se sugere à pessoa que irá sentir dor, muito provavelmente a pessoa sentirá dor. Dependendo também do grau de sugestibilidade. No limite a crença pode provocar a morte, estudos foram feitos sobre “a morte anunciada”, isto é, quando um individuo acredita que vai morrer, por conclusões próprias ou porque alguém lhe diz, em muitas das vezes o individuo acaba mesmo por morrer. Seguindo uma sequência autodestrutiva de: fraqueza, desnutrição, mal-estar e por último a morte. Este enfraquecimento progressivo pode encaixar-se no quadro de anorexia. Peter Nathan (neurologista inglês) confirma que os praticantes de magia negra e de origem brasileira, quando acreditam que estão a ser vítimas de alguma feitiçaria, morriam de anorexia.

As palavras são muito importantes, é necessário as pessoas terem consciência disso , principalmente os profissionais nas áreas da saúde.

Alguns pontos a ter em conta, que quando respeitados minimizam o efeito nocebo das palavras:

Incerteza – se o profissional diz “este tratamento talvez o possa ajudar”, demostra incerteza  na prescrição, logo o paciente, não vai “acreditar” no tratamento e consequentemente  os efeitos positivos poderão ser minimizados.

Focando-se nos efeitos adversos – quando o profissional diz: “avise-me se sentir dor ou algum efeito adverso”, o paciente estará híper-alerta para todos e quaisquer micro-efeitos, muitas vezes até “criando” efeitos adversos.

Banalizando o que o paciente sente – profissional deve aceitar e compreender o que o paciente sente e vive, pois se não o fizer a crença seguinte irá ser: como é que uma pessoa que não faz a mínima ideia como me sinto me pode receitar o tratamento correto? Logo, mesmo que seja o tratamento correto, haverá muitas “resistências” para atingir um efeito positivo.

Não enfatizar o negativo – provavelmente dos maiores erros, quando o profissional diz “você é um paciente de alto risco” ou ainda mais grave “com este tratamento prolongará a sua vida 2 anos”. Neste último exemplo, muito característico de doentes ontológicos pode-se comparar a uma “morte anunciada”, muito provavelmente depois de 2 anos o paciente irá falecer.

Surge então a dúvida moral e ética: Contar ou Omitir?

Se o profissional contar tudo aos pacientes pode realmente provocar muito sofrimento, por outro lado se omitir pode poupar sofrimento e dor, contudo irá contra a ética, surge então uma questão ambivalente: sofrimento ou honestidade?

E você qual prefere, sofrimento ou honestidade? Contava ou omitia?

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Autor: Jorge Elói