Desde sempre o homem procurou descobrir de onde vem a motivação. Sempre foi uma questão não apenas para os psicólogos e filósofos, mas também está muito presente no mundo empresarial e organizacional. Os líderes das empresas e organizações, sempre se questionaram como fazer com que os seus colaboradores façam melhor e se sintam melhor a fazer determinada tarefa.

Ao longo do tempo existiram inúmeras conjeturas e teorias sobre a motivação humana, mas uma das mais relevantes e ainda usada atualmente em vários contextos, é a pirâmide de necessidades de Maslow.

Maslow propôs uma pirâmide que continha uma hierarquia de necessidades, a qual era responsável por gerir e orientar todas as nossas ações. Essa pirâmide era constituída por 5 níveis, relacionados com a qualidade de necessidades.

1ºNível (base da pirâmide) – Estão as necessidades básicas ou fisiológicas, tais como: respirar, alimentação, água, excreção, sono, etc. Neste nível refere-se ás necessidades humanas, sem as quais não podemos sobreviver.

2ºNível – Estão as necessidades de segurança, como: estabilidade, segurança no emprego, segurança no corpo, segurança na família, segurança da propriedade, etc. Neste nível, é possível verificar a importância que têm a segurança para o ser humano. A insegurança, desmotiva-nos e limita as nossas ações. A preocupação do desemprego, de morrer ou de perder alguém querido está associada a este nível

3ºNível – Estão as necessidades sociais, como: a amizade, os relacionamentos, a intimidade, etc. Este nível refere-se à necessidade social do ser humano, de pertencer a grupos, de partilhar. É evidente neste nível, a natureza social do ser humano, bem como o “porquê” do medo e tristeza da solidão.

4º Nível – Estão as necessidades de autoestima, como: reconhecimento social, confiança, autonomia, respeito dos outros. Este nível está associado ao nosso reconhecimento social, do nosso trabalho, dos nossos valores. A necessidade de sermos valorizados pelos outros está neste nível.

5ºNível (topo da pirâmide) – Estão as necessidades de auto-realização, como: a criatividade, a moralidade, a espontaneidade, crescimento e desenvolvimento pessoal. Neste 5º e último nível, está associado à auto-realização, a encontrar-mo-nos a nós próprios e à nossa verdadeira essência. A negação de fazer algo contra os seus princípios e valores, está associada a este nível.

Depois de descrever a “pirâmide de necessidades” de Maslow, surge uma questão, em que nível hierárquico está o Dinheiro? Será que é assim tão importante? Será a riqueza é assim tão essencial para a motivação?

O Dinheiro está associado ao 2º nível da pirâmide, às necessidades de segurança. Sem ele a nossa segurança está comprometida a vários níveis. Comprometendo muitas vezes também o 1º nível da pirâmide, visto que sem dinheiro, não podemos comprar comida e esta é uma necessidade básica do ser humano. Daí a extrema importância que desde sempre se atribuiu ao Dinheiro e à riqueza.

Porém, estudos científicos concluem que atribuímos demasiada importância ao dinheiro, visto que ao contrário que se possa pensar, o dinheiro não traz felicidade, existindo inúmeras provas disso.

A partir do momento que as nossas necessidades básicas e de segurança estão satisfeitas, o dinheiro não nos traz muitos mais benefícios. Estudaram-se níveis de felicidade de pessoas que ganharam grandes quantias de dinheiro de forma súbita e inesperada, verificando que após 6 meses, os níveis de felicidade estavam iguais a antes de terem ganho.

Comparemos estudos que revelam os países mais felizes e os países mais ricos. Estudos da “What Makes You Happy Magazine” revelam os mais felizes são: 1º Indonésia, 2º Índia, 3º México, 4º Brasil, 5º Turquia. Tomando como comparação o valor de PIB de 2011: a Indonésia (16º), Índia (11º), o México (14º), o Brasil (6º), a Turquia (18º). Verificamos que não existe qualquer associação.

Outro raciocínio lógico que facilmente se verifica que o dinheiro não é o mais importante. Já se perguntaram porque é que os homens mais ricos do mundo continuam a trabalhar, visto terem dinheiro suficiente para se sustentar o resto de suas vidas e as próximas suas 20 gerações seguintes sem trabalhar. Eles procuram mais dinheiro ou reconhecimento?

E você já se questionou o que é para si essencial? O dinheiro é assim tão importante?

 

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Autor: Jorge Elói