Existirá realidade “objetiva”? Ou a realidade é relativa ou subjetiva? E o cérebro têm “preferências” sobre a realidade? Podemos alterar a realidade com o pensamento?

O tema da realidade cada vez mais, é questionável e polémico. O que é a realidade? Esta é uma das questões que cientistas das mais variadas áreas tentam responder. Porém sem encontrar uma resposta unânime.

Inicialmente, acreditava-se que só existia uma realidade objetiva e concreta, igual para todo e qualquer ser humano. Esta única realidade era acedida através dos sentidos e eventualmente manipulada.

Posteriormente acreditava-se que existia uma realidade objetiva e real, mas o ser humano através dos seus sentidos e cérebro, interpretava essa mesma realidade, transformando-a na sua e única realidade, existindo assim uma realidade subjetiva para cada pessoa, mantendo porém a realidade objetiva presente. Isto é, uma pessoa daltónica (por exemplo) não interpreta as cores como as pessoas “não daltónicas”, ou uma pessoa depressiva não interpreta os acontecimentos como uma pessoa “não depressiva”, embora as cores e os acontecimentos sejam os mesmos para ambos.

Nesta visão da realidade, existir ou não uma realidade objetiva e concreta era irrelevante, visto que nunca teríamos acesso a essa realidade de forma “pura”, já que irá inevitavelmente ser recebida pelos nossos sentidos e interpretada pelo nosso cérebro.

Esta perspetiva leva-nos a questionar: O que é real?

A resposta revela-se mais complexa que possa inicialmente parecer. Entre nós e essa “realidade objetiva” temos sempre os nossos sentidos: visão, olfato, tato, audição e paladar. O nosso cérebro não a pode “ aceder diretamente” sem que passe pelos sentidos. Os sentidos são assim o intermediário entre o cérebro e a realidade. Não devemos esquecer que mesmo recebendo informações dos nossos sentidos, isso não significa que seja “real”, já que nos sonhos, utilizamos os nossos sentidos (ouvimos, vemos, cheiramos, saboreamos e sentimos) e não é “real”.

A realidade é captada pelos sentidos, estes transformam essa informação em impulsos elétricos, de forma a serem interpretados pelo nosso cérebro. Logo, o cérebro acede à realidade através da interpretação desses mesmos impulsos elétricos “recolhidos” pelos sentidos. Desta forma, teoricamente, toda a realidade poderia ser traduzida em impulsos elétricos, como acontece com os sonhos. A realidade pode ser resumida a apenas um conjunto de sinais e impulsos elétricos.

À umas décadas atrás surge ainda uma outra perspetiva, afirmando que não apenas a nossa realidade é subjetiva, mas que a suposta “realidade objetiva e concreta” não é assim tão objetiva e concreta, pois algumas descobertas e experiências no campo da física quântica, demostram que os nosso pensamentos, crenças e mesmo observação podem alterar o comportamento dos átomos constituintes da matéria. As mais conhecidas, para quem tiver curiosidade: são as experiências de dupla fenda de Young e das experiências na água de Dr. Massaru Emoto. Esta perspetiva, é dado mais enfâse aos pensamentos e crenças como construtores não apenas da realidade subjetiva de cada um como também na construção da realidade coletiva. Em outras palavras, quando muitas pessoas acreditam profundamente num acontecimento, esse acontecimento possivelmente irá acontecer, independentemente da probabilidade inerente.

Assim pensar positivo poderia não apenas ter benefícios diretos na sua realidade, mas também na realidade dos outros.

E para você, o que é a realidade?

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