É evidente que a dança possui benefícios físicos e psicológicos, até sendo possível falar de dançoterapia. Mas afinal quais os benefícios da dança?

A dança existe praticamente desde o início da humanidade, os grupos tribais dançavam para comemorar alguma data ou acontecimento. Ainda o homem não possuía linguagem e já tinha rituais de dança.

Há centenas de anos que a dança existe porém só recentemente se percebeu alguns dos seus benefícios ao nível físico e psicológico. Consequência do fim paradigma que defendia que a mente e o corpo eram coisas separadas, hoje sabe-se que existe uma interação reciproca entre ambos. Pois o corpo influencia a mente e a mente influencia o corpo, e cientificamente não existem dúvidas disso.

A atividade de dançar envolve inúmeros processos cognitivos e emocionais. Entre os quais está a promoção, desenvolvimento e organização motora, pois a base da dança são movimentos corporais padronizados ou semi-padronizados, sequenciais ou mesmo improvisados, mas independentemente da dança ela envolve necessariamente atividade motora complexa.

Como a dança está intimamente relacionada com a música, também a atividade motora complexa está relacionada com a música, ou melhor a perceção dessa. Assim a atividade motora vai de encontro à perceção da música, implicando tempos, compassos, etc. Logo a dança envolve também perceção auditiva.

Porém e como era de esperar não existe uma realidade objetiva, mas sim, uma realidade subjetiva de cada um. A minha realidade é diferente da realidade do outro, devido a perceções diferentes. Isto se deve a que a perceção é um processo complexo que envolve inúmeros fatores, tais como as emoções, a experiencia, a personalidade, etc. Fatores únicos de cada pessoa que se combinam de forma a proporcionar-lhe uma forma única e genuína de observar, ver sentir o mundo, a realidade.

Desta forma, se a perceção é idiossincrática, cada um “sente” a música de forma distinta, dançando também de forma distinta.  Então a dança pode ser considerada uma forma de expressão e exteriorização de emoções/sentimentos, em que os movimentos corporais acompanham a emoção que a música desperta ou desencadeia.

Ao nível da psicologia, talvez Jung foi o primeiro psicólogo a dar o enfase merecido à dança, falando dela como uma terapia. Porém ao contrário das terapias convencionais, a dança é mais livre, não existem “regras obrigatórias”, o individuo pode improvisar, pode dançar de forma totalmente diferente de toda a gente, libertando e expressando as suas emoções num misto de catarse e sublimação.

Além disso, falando em danças a dois, está inerente os benefícios psicológicos do “toque”.

Dançar é liberdade, é expressão do que sentimos e do que somos. Sugiro que experimentem e que se possível descrevam as vossas experiências. Você já dançou?

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