O toque constitui parte fundamental e essencial para o desenvolvimento humano saudável. Mas será assim tão importante física e psicologicamente?

É evidente os benefícios do toque para o ser humano, basta olhar para o passado e facilmente percebemos, já que centenas de anos antes do nascimento de Cristo, já se utilizavam massagens para promover o bem estar.

Muitas pesquisas comprovam que o toque é fundamental, principalmente para os bebês e para o seu completo desenvolvimento, chegando a ser mais importante que a própria comida.

O ser humano possui o sentido da visão, o sentido do olfato, o sentido da audição, o sentido do paladar e o sentido do tato que corresponde ao toque. A área do cérebro responsável por o tato é das áreas mais extensas relacionadas diretamente com os sentidos. A área do tato situa-se na fronteira entre o lobo parietal e o lobo frontal, no chamado Rego de Rolando.

Tal como o sentido da visão, se estivermos muito tempo na escuridão e passado algum tempo virmos uma luz, somos ofuscados e por consequência tendemos a evitar a luz. O mesmo acontece com o toque, quando estamos muito tempo sem o toque, quando nos tocam sentimos estranheza, desconfiança, temos inclusive a perceção que é desadequado, anormal, demasiado íntimo. E por não estarmos habituados ao toque, tentamos evita-lo, tal como estamos habituados à escuridão evitamos a luz.

Na psicologia a perspetiva face ao toque não é unanime. Existem distintas abordagens e intervenções, em que umas concordam com o toque enquanto outras discordam. Porém é certo que muitas pessoas não “vêm” e sentem o toque de forma positiva. Talvez por a razão descrita acima.

É verdade também que quando uma pessoa não está habituada ao toque, um simples toque pode ser interpretado de uma forma completamente errada, principalmente em contexto de psicoterapia. O contexto da psicoterapia chega a ser muito mais “intimo” de que uma sessão de massagens, existindo uma serie de emoções, pensamentos e sentimentos entre o “cliente/paciente” e o terapeuta e o simples toque para o terapeuta pode significar muito para o “cliente/paciente”. Em psicoterapia existe uma serie de transferências em que o simples toque pode ser o culminar de determinadas emoções e sentimentos, sendo consequentemente mal interpretado.

O toque é muito mais importante que qualquer palavra. O toque enquadra-se na comunicação não verbal e estudos demostram que a linguagem não verbal, isto é, a linguagem do corpo constitui a parte mais importante na linguagem, de seguida o mais importante é a forma como se diz, como a entoação, o volume, a cadencia, só por último e consequentemente menos importante estão as palavras.

Estudos da psicologia social revelam que a comunicação é constituída 55% pelos sinais do corpo, 38% pelos sinais paralinguísticos e só 7% por palavras. Por isso muitas vezes um simples abraço ou um beijo pode significar mais de muitas palavras.

Por isso não tenha medo do toque. Quando tiver vontade de abraçar alguém, abrace! Pois irá significar mais para a pessoa do que muitas palavras que possa dizer.

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E você, tem medo do toque?