O xadrez é dos jogos de tabuleiro mais antigo de sempre. Ao jogarmos temos que construir uma estratégia de forma a alcançarmos pequenos objetivos para conseguirmos alcançar o objetivo final, a vitória. Mas de forma este jogo pode ser utilizado como ferramenta psicológica e pedagógica?

O Xadrez remonta ao ano 203 a.c. , tendo origem na antiga china por um líder militar, Han Xin. Mas desde então foi-se alterando gradualmente, as suas regras e até um pouco da própria estrutura, apenas a partir aproximadamente do ano 1475, o xadrez é como o conhecemos na atualidade.

O objetivo central do xadrez é derrotar o Rei do adversário, para isso temos que delinear estratégias, dividindo o objetivo central em vários objetivos secundários. Visto que começamos com um “exército” igual ao adversário é a estratégia que vai marcar a diferença entre a vitória e a derrota.

O Xadrez também pode ser utilizado como ferramenta educativa e pedagógica, visto que além de ser uma atividade de lazer, este jogo envolve uma serie de processos cognitivos e de personalidade, transformando-o numa atividade privilegiada de treino e promoção cognitiva.

Existem inúmeros estudos entre o xadrez e aspetos cognitivos, podemos então enumerar alguns aspetos cognitivos que são promovidos pelo xadrez:

Desenvolvimento de autocontrolo psico-físico – o jogador tem de ficar com atenção e concentrado, dominando os eventuais impulsos físicos de sair da cadeira, o que é muito útil, principalmente nos primeiros anos de escola.

Desenvolvimento da capacidade de pensamento abrangente e profundo – capacidade de após uma exaustiva analise, conseguir calcular uma solução ou tomar uma decisão.

Criatividade, inteligência  e imaginação – Na construção de uma estratégia no xadrez é essencial a criatividade, inteligência e imaginação, estas características por sua vez são fundamentais e transversais a vários processos como o de ensino-aprendizagem, o de tomada de decisão ou o de procura de soluções.

Avaliação da hierarquia do problema em função do tempo disponível – Capacidade de estabelecer prioridades em função do tempo disponível, essencial na sala de aula, visto que qualquer exercício, prova ou exame possui um tempo limite.

Empenho no processo contínuo – Capacidade de após encontrar uma solução possível, procurar uma melhor e assim continuamente.

Respeito pelo adversário – Disciplina e respeito pelo adversário é fundamental, esta capacidade é utilizada e replicada principalmente, na sala de aula quando existem colegas com ideias ou decisões diferentes, o aluno deve ser capaz de respeitar, aceitar e tolerar a diferença.

Tomada de decisão com autonomia – Capacidade de entre várias soluções possíveis escolher a que melhor se adequa à solução naquele momento. Sem ajuda nem apoio externo, de uma forma individual e autónoma.

Pensamento lógico, abstrato, auto-consistência e fluidez de raciocínio – Capacidades de procurar uma solução, segundo passos lógicos e bem fundamentados. O conhecimento originado, deve ser estruturado e consistente, relacionando-se de forma sólida com o conhecimento anterior e posterior. Processo essencial ao pensamento e método científico.

Além destas competências, o xadrez promove a auto-estima, a ética, o relacionamento interpessoal, preparando o aluno para conviver em sociedade. Concluindo, o xadrez proporciona ao aluno condições de melhorar o seu desempenho nas disciplinas curriculares, proporcionando-lhe um raciocínio mais rápido e preciso, assim como uma melhor imaginação, criatividade e inteligência.

E você, sabe jogar Xadrez?

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Autor: Jorge Elói