Seja qual for o caminho que escolhermos, é certo que um dia vamos cair, é certo que um dia vamos-nos magoar! Independentemente da culpa ser do nosso passo, do caminho que escolhermos ou da pedra que não estavamos à espera e não vimos. Isso vai acontecer! Mesmo com todo o esforço do mundo, não é possivel percorrer todo o caminho, sem uma única lagrima! Mas quando isso acontecer, o que é inevitável, surge um dilema: partilhar a “dor” ou guardar para nós?

Não é possivel percorre todo o caminho da vida, sem cair num buraco ou numa pedra do caminho. Por mais cuidado e prodência que tenha a cada passo que dê, você vai cair e magoar-se. E não vai acontecer apenas uma vez, nem duas, vai ser recorrente, frequente. O caminho tem pedras, buracos. O caminho não é como esperamos e desejamos. É heterogêneo e irregular. Por mais que pensemos que percorremos o suficiente e que nada nos surpreende, o caminho volta a surpreendermo-nos, uma e outra vez.

No momento que caimos e que surge essa dor, esse sofrimento,  surge um dilema interno, partilhar a dor ou sofrer em silêncio. A resolução desse dilema irá depender de vários factores,  tipo de sofrimento, auto-estima, tipo de relacionamento com a pessoa que pensamos em partilhar, medo de se mostrar frágil, medo de que a outra pessoa aproveite essa nossa fragilidade contra nós próprios, etc.

Independentemente de todas as variaveis que possam existir, capazes de alimentar esse dilema. Existe uma regra fundamental para a nossa saude mental e até mesmo física: Evitar sofrer em solidão! Não podemos esquecer que estar sozinho é uma coisa e sentirmo-nos sós é algo, embora aparentemente semelhante, completamente diferente. A solidão é isso mesmo, esse sentimento subjectivo de estarmos sós, independentemente do estado objectivo. Por outras palavras, podemos estar acompanhados a sentirmo-nos sozinhos, e podemos estar sozinhos e não nos sentirmos na solidão.

Qualquer ferida vivida, enquanto nos sentimos sós, dificilmente vai “fechar”, cicatrizar. O caminho mais fácil e saudável para curar as feridas da mente e da “alma”, o melhor remédio é através da Partilha! É importante que tenha alguém que possa Partilhar. É importante que o seu sofrimento seja compreendido! É importante que tenha alguém que o ouça, compreenda e principalmente não o Julgue! Pode ser um amigo(a), um(a) colega, um familiar, etc. Se “procurar” por essa pessoa, encontra-la é uma questão de tempo!

Permita-se partilhar o peso que trás sobre si! Permita-se diluir as lágrimas das feridas! Permita-se Sorrir Novamente!

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