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Nos dias que correm parece que, existe um crescimento exponencial de terapias, técnicas e métodos de tratamento, fazendo consequentemente que exista uma constante competição sobre qual é a melhor, mais eficaz e mais saudável. O mesmo parece acontecer com a Psicologia e a Hipnose ou será que não?

Actualmente, devido ao crescimento exponencial da procura de formas de “cura”, faz com que exista um crescimento exponencial de formas de cura, por consequência, existe uma constante competição e mutua descredibilização, em que cada técnica, método, terapia ou mesmo ciências,  cada uma tentando mostrar-se a mais eficaz, a mais eficiente, a mais explicativa, aliás a melhor! Mas será essa divergência algo inevitável e incontornável?

Essa constante competição e descredibilização parece muitas vezes existir entre a Psicologia e a Hipnose, por muitos profissionais, embora competentes na sua área, carecem de conhecimento das demais, defendam a sua cegamente, negligenciado toda e qualquer argumento e/ou explicação que possa por em causa a sua “verdade”, o seu trabalho. Agarrando-se às suas “verdades” com “unhas e dentes”, tendo uma postura de fechado para o exterior, esta postura irá fazer com que a médio, longo prazo, fique “desactualizado”, podendo influenciar directa ou indirectamente a sua competência.

Mas será mesmo necessário uma competição entre a Hipnose e a Psicologia?

Na minha opinião pessoal penso que essa competição não faz sentido, além de que pessoalmente faz-me muito sentido a Integração. Actualmente cada vez se observam menos fronteiras e delimitações do conhecimento, isto é, na minha perspectiva as áreas de conhecimento são cada vez mais permeáveis, mas vamos então analisar a hipnose e a psicologia:

 

Hipnose

Status: Considerada uma técnica, no entanto a hipnoterapia é considerada um método.

Origem: O termo foi criado cientificamente em 1842 por James Braind, porém a prática remonta ao antigo Egipto (3000 a.c.).

Descrição: é uma técnica que induz estado alterado de consciência que envolve atenção focada e consciência periférica reduzida, caracterizado por uma maior capacidade de resposta à sugestão.

Hipnoterapia: é o uso terapêutico da hipnose (um método), ou o tratamento de uma doença com o uso de técnicas hipnóticas. É espécie de psicoterapia, que facilita a sugestão, a reeducação ou a análise por meio da hipnose.

 

Psicologia

Status: Considerada uma ciência, uma disciplina académica.

Origem: Oficialmente em 1879 por  Wilhelm Wundt, porém algumas das teorias iniciais derivam da filosofia da antiga Grécia (1000 a.c.).

Descrição: Ciência que estuda o comportamento e das funções mentais.

 

Psicoterapia: A psicoterapia é um método de tratamento de problemas psicológicos e emocionais baseado no conhecimento científico do funcionamento psicológico. É um processo efectuado entre um profissional( geralmente um psicólogo ou psiquiatra), e o cliente ou paciente.

 

Embora a hipnose e a psicologia sejam bastante diferentes, parecem convergirem e complementarem-se enquanto hipnoterapia e psicoterapia. Tocando num mesmo ponto: tratar os problemas psicológicos, emocionais e por consequência, tratar até mesmo problemas físicos (visto que a mente e o corpo são um só).

Um estudo de 1970 de Alfred Barrios Ph.D. em Psychotherapy: Theory Research and Practice (Volume 7, Number 1, Spring, 1970), compara estas duas “terapias”, chegando ás seguintes conclusões:

Psicanálise, após 600 sessões (aprox. 11 anos e meio), apresenta 38% de recuperação;

Terapia Comportamental, após 22 sessões (aprox. 6 meses), apresenta 72% de recuperação;

HIPNOTERAPIA, após 6 sessões semanais (aprox. 1 mês e meio), apresenta 93% de recuperação.

 

Segundo este estudo a hipnoterapia é de longe a mais eficaz, comparando-a com duas das terapias dentro da psicologia. Porém não é de esquecer que desde 1970, já passaram 40 anos e muita coisa mudou, muitas técnicas tanto na psicologia como na hipnose evoluíram, tornaram-se mais eficazes.

É importante referir que cada pessoa é única e nesse sentido devemos procurar o melhor para cada pessoa, sendo assim, quanto mais ferramentas tivermos ao nosso dispor mais fácil ser será encontrar a melhor solução para cada pessoa. Neste mesmo âmbito, acredito que cada pessoa possui uma terapia que lhe faz mais sentido, que se identifica mais, não apenas pelas características da pessoa, mas também pelas características da terapia em si.

Pessoalmente encontro na psicologia e na hipnose, bastante complementaridade. Enquanto com a psicologia é possível perceber o perfil da pessoa, o sofrimento,a educação, as emoções, a consciência, o comportamento, por outras palavras, a psicologia proporciona talvez a ferramenta mais “poderosa” para a compreensão da posição inicial da pessoa e para onde a pessoa quer/deve ir, para se sentir melhor. Já a hipnose, proporciona um meio rápido e eficiente de mudança, de alteração de comportamentos, crenças, emoções, etc.

Metaforicamente falando, imagine uma viagem, é necessário um mapa que nos descreva o mais fielmente o caminho, o mais pormenorizadamente possível, com todos os obstáculos, sentidos,
estradas, etc. Necessitamos também de um meio de transporte, que nos proporcione uma viagem rápida e segura. Assim sendo, a psicoterapia é uma “viagem”, a pessoa está num momento, num estado, numa emoção e para se sentir melhor é necessário que esteja em outro. A psicologia é o mapa que define o caminho a percorrer e a hipnose é o meio de transporte.
Cada um desses elementos é fundamental, é claro existem muitos tipos de mapas, como vários meios de transporte, cada pessoa deve escolher quais lhe fazem mais sentido.

Na minha perspectiva a psicologia e a hipnose proporciona um equilíbrio quase perfeito e uma combinação poderosa ao nível de ajudar as pessoas nos seus problemas psicológicos, mentais, emocionais (e mesmo físicos).

E você, partilha da minha opinião? O que acha da psicologia? E da Hipnose?