Desde o surgimento dos jogos de computador, muito se tem especulado sobre os prejuízos e benefícios dos seus efeitos. Mas quais serão então os seus efeitos sobre o cérebro humano?

A umas décadas para cá, foram surgindo os jogos de computador, que desde o início tiveram opiniões controversas sobre os seus efeitos sobre o cérebro humano e sobre a psicologia dos indivíduos.

Os jogos ao longo do tempo, foram-se tornando mais realistas e ao mesmo tempo mais agressivos e violentos, exigindo cada vez mais destreza e aptidões por parte dos seus jogadores.

O senso comum, leva-nos a pensar que jogos violentos originaram comportamentos violentos, porém não é assim tão simples, nem linear. Pois utilizando um argumento da escola psicodinâmica, que põe em causa essa eventual ligação direta, é que imensos jovens e crianças jogam e estão expostos a jogos violentos, porém e apesar disso, só uma parte deles é que se torna violentos. Se fosse uma “variável” tão forte, capaz de influenciar negativamente o comportamento, não faria que todos ficassem violentos? Isso pode levantar algumas questões, sobre se será o jogo em si de desencadeia a agressividade e/ou violência, ou o jogo surge apenas como um “catalisador” que maximiza algo que o individuo já possui em seu interior?

Entre os eventuais efeitos negativos, podemos encontrar: a epilepsia, prejuízos músculo-esqueléticos, problemas de sono, alterações do metabolismo e até mesmo origem de doenças mentais. Contudo uma atividade sedentária, que não exija muito esforço físico e que o individuo esteja sozinho, horas continuadas a executa-la é explicativa de quase todos os efeitos, podendo assim estes efeitos negativos não estarem associados diretamente aos jogos de computador.

Contrariamente a estes estudos, alguns investigadores apontam para que os jogos de computador podem trazer alguns benefícios para os seus “jogadores”.

Os jogos de computador podem ser uteis ferramentas de educação, ensinando de forma atrativa e interativa. Bem como a exposição de conhecimento para possível aprendizagem. Um estudo de Durkin e Barber em 2002, afirmou também não existir consequências negativas no uso de jogos de computador, aos níveis da saúde mental, da interação familiar, abuso de substâncias, autoconceito, amizades e desobediência às autoridades. Este mesmo estudo ressalta que jogadores “pouco frequentes” tiveram resultados em todos estes níveis mais benéficos que os  “não jogadores”.

Entre os benefícios encontrados em outros estudos, podemos nomear, benefícios na memória, na concentração e atenção, além de alterações benéficas ao nível da neurofisiologia cerebral, especificamente na área pré-frontal. Podem-se destacar também benefícios nas habilidades visual/espaciais, uteis na motivação para outras atividades e mesmo na socialização.

Em relação aos jogos violentos, existem estudos que afirmam que, estes mesmos jogos, podem ser considerados uma catarse, isto é, um modo “pacífico” de canalizar a sua agressividade, tornando-se consequentemente um atenuador da agressividade.

E você, o que acha dos jogos de computador?

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