O Transtorno de Pânico é um conjunto de sinais e sintomas relacionados com a ansiedade, que torna a pessoa momentaneamente incapaz de fazer seja o que for. Mas qual a sua origem? Tem tratamento?

O Transtorno de Pânico ou também chamado Síndrome de Pânico é essencialmente uma crise de ansiedade que ultrapassa os limites aceitáveis e controláveis. Embora a ansiedade já tenha sido identificada e descrita há mais de 100 anos, o Transtorno de Pânico só foi oficialmente identificado por volta de 1980. Apesar de isso, verificam-se descrições deste “transtorno” desde a Grécia antiga e também durante a guerra civil americana, em 1871, mas nesse momento chamava-se “ síndrome de coração irritável” ou “ síndrome DaCosta”.

O Transtorno de Pânico é essencialmente reativo, isto é, constitui uma resposta do organismo. Investigadores defendem que esta resposta ocorre perante uma situação de perigo (real ou imaginária), elevando o estado de excitação e ansiedade, preparando para enfrentar ou fugir do perigo.

Também chamado Síndrome de Pânico. Síndrome significa reunião, isto é, um conjunto agregado de sinais e sintomas associados a uma mesma patologia. Logo síndrome não é um estado, uma condição médica e nunca pode ser considerado uma doença.

Os sintomas psicológicos e físicos experienciados durante o Transtorno de Pânico são: apreensão, medo, terror, respiração cura, palpitações cardíacas, dores no peito, sensações de asfixia ou sufocação, tonturas, sentimentos de irrealidade (sensação que não é real), “formigueiro” na extremidade dos membros, calafrios, calores, suor, fraqueza, tremor, dor na cabeça, dor na nuca, dor no peito, sensação de ser um sonho ou de ser outra pessoa, medo de morrer, perder o controlo ou de enlouquecer. Para um diagnóstico mais preciso podemos ver os critérios segundo o DSM-IV.

O Transtorno de Pânico, é relatado como intenso, repentino e inesperado, provocando um mal-estar físico e mental, além de um comportamento de fuga de onde se encontra, procurando ajuda, normalmente decorre num período de aproximadamente 20 a 40 minutos. Após um ataque de pânico, o individuo sente-se cansado, fraco, pernas bambas, como após um esforço físico intenso ou um grande susto, contudo depois de chorar, descansar ou dormir um pouco, o individuo volta ao normal.

Embora possam ocorrer em qualquer idade, são mais frequentes dos 20 aos 45 anos. Aproximadamente 2% da população mundial sofre deste transtorno. Como já referi, os ataques de pânico são uma resposta do organismo a um perigo real ou imaginário, assim podem ocorrer, a qualquer momento e em qualquer lado, até mesmo durante o sono.

Quanto à origem, existem várias explicações entre as quais: predisposição neurofisiológica, distúrbio químico ou comportamento perante uma ameaça, consciente ou inconsciente.

Relativamente ao tratamento, a conjunção da medicação e psicoterapia é essencial. A medicação ajuda controlar os sintomas, enquanto estes não são compreendidos e controlados a nível psicológico. A psicoterapia é fundamental, não apenas para compreender os motivos do pânico, mas também para controlar os sintomas. Estatisticamente a terapia cognitivo comportamental é a mais utilizada neste transtorno.

Concluindo, é importante referir que se o transtorno de pânico é algo reativo, associado à perceção de um perigo, logo, pode estar associado a algum medo, fobia (Ver Medo e Fobia: Diferenças e Semelhanças) ou mesmo a doenças psicossomáticas (Ver Psicosomáticas: Doenças e Sintomas)  (porém não devem ser confundidas). Além disso, um ataque de pânico pode-se assemelhar a outras doenças e patologias, como doenças cardíacas, respiratórias, até mesmo doenças neurológicas como epilepsia, contudo estas não devem ser confundidas, visto que diferem não apenas na sua origem como no seu tratamento.

E você, já teve alguma vez ataque de pânico?

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Autor: Jorge Elói