Psicologia Educacional, é das áreas mais conhecidas e importantes da psicologia. Visto que desde o início dos tempos existiram professores e alunos, houve necessidade de otimizar o ser humano no processo de ensino/aprendizagem, originando assim a Psicologia da Educação.

A Psicologia Educacional, Psicologia da Educação ou Psicologia Escolar focam-se em entender e corrigir os fenómenos educacionais. Surge na década de 70, e desde então até à atualidade é considerado um ramo tanto da psicologia como da educação. O objeto de estudo deste ramo específico, são todos os aspetos relacionados direta e indiretamente com a educação, sob a ótica da psicologia, assim como as possíveis relações existentes entre as situações educacionais e os fatores que as determinam.

Os psicólogos desta área, desenvolvem o seu trabalho num grupo multidisciplinar, com educadores, professores, especialistas em necessidades especiais. Desta forma a intervenção será mais eficiente e eficaz.

Um autor que contribuiu para a necessidade desta multidisciplinaridade na psicologia, foi Bronfenbrenner. Este afirmava, que para percebemos os problemas e dificuldades reais, não podemos retirar a criança do contexto, já que muitas vezes o problema deriva desse mesmo contexto. Este autor defende que para entender o comportamento, temos que enquadra-lo devidamente no contexto. Propondo assim a existência de vários níveis de contextos, em que o individuo se insere.

O trabalho do Psicólogo da Educação, foca-se essencialmente na prevenção. Visto que se fosse essencialmente remediativo, como a psicologia clínica clássica, não teria capacidade de resposta, visto que as listas de espera seriam intermináveis. Não estamos a falar de um paciente/cliente, mas de uma escola inteira. Por isso mais vale prevenir que remediar.

Como vimos num artigo passado (Ver A Importância da Psicologia? ), embora existam vários ramos na psicologia, não existem fronteiras definidas entre eles. Por vezes o problema de aprendizagem deve-se a problemas emocionais e familiares, recaindo para a psicologia clínica, outras vezes o problema pode ter origem na disposição física da sala de aula, recaindo neste caso para Psicologia Ambiental.

A Psicologia Educacional centra-se em crianças e adolescentes, porém por vezes também recai sobre professores. Já que a criança pode não ser a única responsável por não aprender. O professor tem uma responsabilidade partilhada, visto que o problema pode-se dever a uma interação deficitária entre professor/aluno.

O psicólogo da Psicologia Educacional, constrói e põe em prática planos de prevenção, em várias áreas de intervenção, tais como nível de toxicodependências e substâncias ilícitas, sexualidade, orientação vocacional, problemas coletivos como o bullying.

A área de ação deste, pode ser considerada mais extensa que o Psicólogo Clínico, já que vai muito além da criança, pode dar formação a professores, sensibilizando-os para determinado assunto ou ensinando-lhes estratégias que beneficiem direto ou indiretamente o processo ensino/aprendizagem. No mesmo sentido pode dar formação a professores, ensinando-lhes estratégias para que os alunos aprendam melhor.

Uma diferença importante a assinalar, face a Psicologia Clínica, é a base teoria. Enquanto em clínica ouvem-se frequente nomes como Freud e psicanálise, na educação isso dificilmente acontece. Visto que as correntes de pensamento base são: o construtivismo, o cognitivismo, o comportamentalismo, teorias desenvolvimentais e motivacionais e nomes como Vigotsky e Bronfenbrenner são mais ouvidos.

E você, já conhecia a Psicologia da Educação?

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Autor: Jorge Elói