A Inclusão e a educação inclusiva é um tema atual, pois esta implica as mesmas oportunidades para todos os indivíduos. Mas como educar de forma inclusiva?
Chama-se inclusão social ao conjunto de comportamentos e atitudes que combatem a exclusão social, isto é, combatem a privação aos benefícios da vida em sociedade, tendo origem em diferenças de ordem económica, geográfica, educativa, na idade, na deficiência ou em estereótipos e preconceitos raciais. A inclusão deve oferecer a todas as pessoas as mesmas oportunidades, por outras palavras, as diferenças interpessoais, não deverão ser motivo para serem tratados e vistos de forma distinta.
A perspetiva de inclusão na cultura ocidental é relativamente recente, esta representa o culminar de várias mentalidades e perspetivas. Visto que o estigma das pessoas ditas “diferentes” teve origem no passado não muito longe, em que a deficiência era vista como castigo de Deus ou fruto do pecado. Por consequência as pessoas deficientes eram escondidas da sociedade, crescendo paralelamente à sociedade, excluídas de todas e quaisquer oportunidades, isto por serem sinónimo de castigo divino. Contudo, apesar da ciência ter evoluído, com as perspetivas e a alteração dos paradigmas, atualmente continua-se a descriminar e excluir as pessoas “diferentes”.
A educação inclusiva surge como consequência da perspetiva da inclusão social, esta visa proporcionar iguais oportunidades educativas para todos os estudantes, independentemente das suas diferenças. A educação inclusiva trabalha em duplo sentido, preparando a pessoa diferente para a sociedade e preparando a sociedade para a pessoa “diferente”, sendo esta última, dos dois processos o mais complexo. É uma abordagem humanística e democrática que compreende o individuo com todas as suas diferenças e singularidades, tendo como objetivo final o crescimento e evolução da própria sociedade.
A inclusão apesar de na nossa opinião nos parecer obviamente a melhor opção, não é unânime perante outras culturas. Existem países que embora exista inclusão, não representa a perspetiva central, optando pela segregação. Isto é, juntam em grupos pessoas com diferenças semelhantes, representando a forma mais eficaz das pessoas “diferentes” aprenderem, crescerem e acompanharem a sociedade.
Na minha perspetiva, a inclusão é a solução ideal, a que mais benefícios possui aos vários níveis, não apenas para benefício dos indivíduos ditos “diferentes” como também para o crescimento da sociedade na aceitação das diferenças interpessoais. Pois uma “diferença”, quando é genuinamente aceite, deixa de ser vista como tal. Um exemplo claro disso são as pessoas esquerdinas ou canhotas, que durante muito tempo foram discriminadas por serem diferentes, atualmente já é visto como algo normal e até valorizado. Porém apesar da inclusão ser clara e obviamente a melhor solução, a sociedade ainda carece de políticas, meios, recursos físicos e humanos para ser possível uma educação inclusiva proporcionando as mesmas oportunidades para todas os indivíduos, visto ainda se focar na homogeneização do ensino. Desta forma, confrontado com a ineficácia das políticas inclusivas atuais, parece-se que a segregação é vista como segunda opção mais óbvia para uma educação eficaz. Por outro lado, as políticas só se alteram quando existem uma forte necessidade e uma grande alteração de mentalidades “forçando-as” a uma alteração, logo caso se opte continuamente pela segregação as políticas nunca irão mudar. Cada um de nós deve dar o contributo para uma sociedade mais justa e igual para todos, só assim teremos uma sociedade inclusiva.

E você, o que acha da Inclusão?

 

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Autor: Jorge Elói