Burnout ou mais conhecido por esgotamento corresponde ao sentimento de não aguentar mais o dia-a-dia do trabalho que leva. Mas o que é o Burnout? Qual é a sua origem?

Burnout do inglês, queimar por completo, foi relatado e descrito pela primeira vez por Freudenberger em 1960 depois de o mesmo ter passado por isso.

Burnout não é considerado uma doença, mas sim uma síndrome. Este é um distúrbio psicológico de características depressivas, com consequências diretas e indiretas ao nível físico e mental, intimamente relacionado à vida profissional.

Burnout tem 12 fases:

1º Começa por uma necessidade anormal de afirmação no trabalho.

2º Excesso de dedicação- necessidade de fazer tudo sozinho.

3º As necessidades pessoais deixam de ter importância em prol do trabalho. Necessidades como comer, dormir, exercício físico, socialização são postas de parte. Estas são vistas como inúteis e consumidoras de tempo de trabalho.

4º Ocorre a evitação e recalque dos conflitos invés do enfrentamento. O individuo vê que algo não está bem, porém evita falar nisso.

5º Reestruturação dos valores, a auto-estima fica unicamente dependente do desempenho profissional.

6º Os outros são vistos como incapazes e continuamente desvalorizados. O cinismo e agressão estão presentes nesta fase.

7º Isolamento do resto da organização – Como os outros são incapazes, a comunicação é evitada.

8º Mudanças objetivas e evidentes do comportamento – Nesta fase o individuo começa a ter atitudes e comportamentos que nunca teve.

9ºDespersonalização –Nesta fase o individuo parece outra pessoa e sente-se uma pessoa que não é, com valores, crenças, comportamento completamente redefinido.

10º Vazio interior, por se deparar com o que abdicou fase á valorização inexistente, que o próprio é co-responsavel .

11º Depressão- A vida deixa de ter sentido. Visto que apostou tudo no trabalho e não foi bem-sucedido.

12º Síndrome de Burnout-colapso físico e mental- necessária ajuda de profissionais.

Em relação aos sintomas, podem variar, desde fortes dores de cabeça, falta de ar, distúrbios do sono, problemas de atenção, problemas digestivos, ansiedade, entre outros. Num total, já foram descritos mais de 120 sintomas relacionados com a síndrome Burnout.

A síndrome de Burnout está geralmente relacionada com um período de pressão e esforço excessivo no trabalho, sem intervalos suficientes para recuperação.

Investigadores discordam quanto a esta síndrome, uns associam-na à depressão clínica outros, no outro extremo, investigadores afirmam que esta é apenas um momento de fadiga extrema.

Dos trabalhadores mais propensos à síndrome burnout, profissionais de saúde, professores, bancários, engenheiros, músicos, artistas, controladores de tráfego aéreo, polícias, bombeiros e agentes penitenciários. Os médicos apresentam a taxa de propensão mais elevada, aproximadamente 40 %.

Na síndrome burnout, tal como em muitas outras desordens, o melhor remédio é a precaução. O exercício físico (Ver Atividade Física: Benefícios Psicológicos) é uma das formas de prevenção relativamente eficaz.

E você, já teve a síndrome Burnout?

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Autor: Jorge Elói