A psicologia clínica é talvez a área mais popular da psicologia. Esta área foca-se na forma de como o individuo compreende a realidade. Os psicólogos clínicos têm que saber que a forma de ver a realidade de cada indivíduo depende de inúmeros fatores, tais como: a história e experiências pessoais, as perspetivas futuras, os valores, as emoções, os relacionamentos, entre outro.

O ser humano é altamente complexo, cada um com características pessoais únicas e singulares. A personalidade é resultado de um conjunto de inúmeros fatores, daí cada caso, deve ser devidamente contextualizado. Visto que a educação sendo a maior estruturante da personalidade, depende de inúmeros fatores externos aos quais não temos qualquer poder, como: a cultura, a época, todo o contexto socio-económico-social vai ditar a educação, que por sua vez vai estruturar a personalidade.

Em psicologia clínica, depois de uma avaliação pormenorizada da queixa, pode exigir recurso a testes psicológicos e psico-técnicos, com o objetivo de estabelecer um psico-diagnóstico de forma a adequar a terapêutica ao paciente.

O psicólogo clínico, durante a psicoterapia, vai ajudar o paciente a “pensar”, desenvolvendo-lhe a capacidade de compreensão e análise da sua realidade individual. Tem que se construir um “ambiente propício”, desenvolvendo a confiança e confidencialidade. O psicólogo clínico tem de aceitar o paciente incondicionalmente, como pessoa diferente única e com as suas singularidades.

Os psicólogos clínicos recaem sobre inúmeros problemas dos indivíduos, tais como: baixa autoestima, ansiedade, depressão, fobias, dificuldades de relacionamento, dificuldades na área profissional, problemas psicossomáticos, etc.

Existem várias abordagens distintas que ditam e estruturam a intervenção dos psicólogos, entre as mais conhecidas estão: a psicodinâmica, a comportamental, a cognitiva, a humanista. Cada uma das abordagens interpreta o problema de forma distinta, podendo originar terapias distintas para o mesmo problema. Contudo, após inúmeros estudos, pode-se afirmar que não existe uma abordagem melhor que outra, mas existe uma abordagem mais eficaz para determinado problema. Daí existe recentemente a abordagem integrativa, extremamente flexível, ajustando-se o mais possível ao paciente, usando um conjunto de métodos e técnicas presentes nas outras abordagens, visando proporcionar o melhor para cada paciente.

Entre as abordagens não se chegou à unanimidade de como chamar às pessoas que usufruem dos serviços. Pacientes ou clientes? Parece que as abordagens mais antigas optaram por “paciente” enquanto as abordagens mais modernas optaram por “cliente”. Na minha opinião “cliente” verifica-se mais adequado, visto que os indivíduos podem ir ao psicólogo, não por estarem “doentes”, mas por terem um problema que não consigam resolver sozinhos.

Além do tipo de abordagem, existem inúmeros fatores que influenciam a relação terapêutica. A personalidade do paciente, a expetativa deste em relação à terapia, a personalidade do psicólogo clínico, são tudo fatores que influenciam e eficácia da psicoterapia. Ao contrário das ciências exatas, não existe fórmulas nem receitas, já que cada paciente é único e diferente de todos os outros.

De que problema gostaria que falássemos aqui? Gostaria de ajuda nos seus problemas?

 

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Autor: Jorge Elói