A Paralisia Cerebral, para quem não sabe,  é uma perturbação de controlo de movimento e/ou postura, resultante de uma lesão não progressiva, na área do cérebro responsável pelo movimento.

Paralisia cerebral ou também chamada encefalopatia crónica não progressiva, resulta de uma lesão cerebral essencialmente na área responsável pela motricidade, porém eventualmente outras áreas poderão ser afetadas, afetando inevitavelmente outras funções.

Quanto à origem, a paralisia cerebral, esta pode ocorrer em 4 fases distintas, nomeadamente: durante a gestação, durante o parto, nos primeiros instantes após o nascimento e durante o amadurecimento do cérebro. São referidas inúmeras “causas” possíveis como: infeções, rubéola, citomegalovirus, toxoplasmose, sida, uso de substâncias tóxicas (álcool, drogas, tabaco, etc), desnutrição, alterações cardio-circulatórias, hemorragias intra-cranianas, ausência de oxigénio no cérebro, traumatismos, meningites, convulsões, falta de estímulos, hidrocefalia. É importante referir que muitas vezes, estão presentes mais que uma “causa” descrita anteriormente e a criança pode não apresentar paralisia cerebral, daí termos de ver as “causas” anteriormente descritas não como causas, propriamente ditas, mas como fatores de risco elevado.

A Paralisia Cerebral, não implica necessariamente baixa inteligência ou debilidade mental, contudo existem vários preconceitos e estereótipos a esse nível. Tomando a paralisia mental como sinonimo de debilidade e atraso mental, o que foge totalmente à verdade. Pois a motricidade e a inteligência são funções dissociáveis, em que uma, nada influencia com a outra. Pode influenciar sim, indiretamente, não a nível cerebral e neurológico, mas social. Devido à exclusão social, pode limitar o acesso ao conhecimento e oportunidades, logo muitas vezes o fato de não ter o mesmo conhecimento ou mesmas oportunidades das pessoas ditas normais, não se deve a problemas cerebrais, deve-se sim ao resultado de uma continua descriminação e exclusão social.

Não existem duas pessoas com uma lesão cerebral igual, daí as funções afetadas nunca são as mesmas. A lesão varia na localização e intensidade da mesma, porém não é progressiva, isto é, não aumenta ou piora com o decorrer do tempo, como acontece com as doenças neuro-degenerativas.

A Paralisia Cerebral atualmente pode não ter cura, mas através de muita estimulação é possível recuperar funções assumidas como perdidas ou inexistentes, originando muitas vezes muitos “Milagres”. Além de que é importante uma educação inclusiva, de forma a proporcionar as mesmas oportunidades a todas as pessoas, sejam elas quem sejam ou como sejam.

E você, conhecia a paralisia cerebral?

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Autor: Jorge Elói