Epilepsia: Causas e Implicações

21 de junho de 2012 por: Jorge Elói

A Epilepsia desde o princípio dos tempos foi um distúrbio incompreendido. Associada a possessões demoníacas, a loucura ou a feitiços e bruxarias. Hoje sabe-se que a epilepsia é um distúrbio neurológico, crónica, na maioria dos casos não incapacitante.

A Epilepsia é considerada uma distúrbio  crónico, isto é, para toda a vida. Tem origem no foro neurológico e caracteriza-se por convulsões.

O nosso cérebro produz sinais elétricos, pelos quais os neurónios trocam informação, comunicam entre eles e os músculos. Na Epilepsia por alguma razão existe uma produção excessiva de sinais elétricos, influenciando não apenas as áreas vizinhas do cérebro, como também as áreas associadas aos músculos, daí as convulsões. A Epilepsia, costuma limitar-se a uma área circunscrita, descrito como “foco epilético”. Mas num momento de crise a “eletricidade” produzida por este foco propaga-se por todo o cérebro.

Durante o momento crise, o paciente tem perda temporária de consciência, espasmos musculares, rotação brusca de cabeça e incontinência urinária devido ao relaxamento involuntário dos esfínteres. Depois da convulsão, o paciente dificilmente se lembra do que aconteceu, sente-se confuso, fatigado e com dores no corpo e na cabeça.

Os sintomas da Epilepsia dependem de onde se situa o foco epilético e da extensão por onde se propaga, podendo em certos casos nem existir convulsão, mas ficar incapacitado temporariamente de determinadas funções, como a escrita, a linguagem, a visão (Ver NeuroPsicologia: O Cérebro Humano). Em alguns casos, a epilepsia não é percebida como tal, pelo paciente nem pelas pessoas que o rodeiam, visto que por vezes resume-se a rápidas ausências e desligamentos, devido a perdas de consciência em momentos muito pequenos.

As crises podem ser desencadeadas “excesso” de funcionamento cerebral, muitas vezes excesso de estimulação sensorial, como jogos de computador, discotecas (luzes e musicas intermitentes).

A origem da epilepsia pode variar, pode se dever a qualquer coisa que altere a composição química e/ou estrutura cerebral, como infeções, doenças, tumores e abuso de substancias. A maioria das vezes resulta em problemas no parto, confundindo-se com uma doença congénita. Porém a epilepsia deve-se a uma alteração neuronal. Existem casos em que a epilepsia surge em pessoas idosas, tendo origem num AVC. Apesar de não se associar a fatores socioculturais, muitas vezes que não se consegue identificar a origem.

A incidência da epilepsia é de aproximadamente de 3 a 10%. Incidindo principalmente na América do Sul e África do Sul. Em Portugal, aproximadamente 50000 pessoas sofrem de epilepsia.

No passado a Epilepsia era um distúrbio crónico e incapacitante, levando a cirurgias de remoção parcial do cérebro. Contudo o “cura” era tão incapacitante como a “doença”, visto que em muitos dos casos o foco epilético estava associado a áreas importantes. Porém, atualmente a Epilepsia na maioria dos casos já tem controlo, proporcionando aos pacientes uma oportunidade de possuírem uma vida normal. Porém aproximadamente 20 a 30% dos pacientes com Epilepsia, não conseguirão ter uma vida normal.

A Epilepsia nada em nada afeta as capacidades cognitivas. Capacidades de liderança, inteligência, criatividade mantêm-se completamente conservadas mesmo tendo Epilepsia. Existiram várias personagens famosas com epilepsia, como Napoleão, Sócrates, Alexandre o Grande.

E você, já conhecia a doença e os seus sintomas?

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Autor: Jorge Elói

Jorge Elói

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Residente no distrito de Leiria. Fundador e Criador do Espaço Psicologia Free. Licenciado em Psicologia, Mestre em Psicologia da Educação, Hipnoterapeuta Certificado, Certificado Internacional em Coach, Formador. Conhecimentos de programação e Webdesigner. Experiência na Área de Marketing e Comercial. Adora jogging, futebol, xadrez, aprender e uma boa conversa. Curioso, criativo e empreendedor!




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