Atualmente a Metacognição vem ganhando popularidade não apenas na área da psicologia, mas também da pedagogia. Esta é considerada uma cognição sobre as cognições. Mas é algo inato ou adquirido? Qual a sua utilidade?

Antes de perceber o que é metacognição é necessário perceber o que é cognição. A palavra cognição tem origem nos escritos de Platão e Aristóteles, que a descrevem como o ato ou processo pelo qual adquirimos conhecimento da realidade, implica processos como a atenção, perceção, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem.

Existe inclusive uma abordagem da psicologia chamada psicologia cognitiva, que se foca nos processos de aquisição de conhecimento e aprendizagem. A cognição é um processo pelo qual adquirimos informação do meio e a integramos no nosso modo interno, isto é, começa pela simples captação dos sentidos, passa por inúmeros processos, pensamentos, crenças, sendo formatada de acordo aos nossos “filtros”, acabando por ser integrada na memória.

Metacognição interpretada à letra significa “para além da cognição”, mas esta não é um simples “para além” esta é considerada também “cognição sobre as cognições”. O primeiro investigador a utilizar esta palavra foi Fravell em 1976, apesar de escritos de Aristóteles já mencionarem e descreverem este processo, porém, não com este nome.

A Metacognição é o processo extremamente complexo e exclusivamente humano, é considerado a capacidade de conhecer o ato de conhecer, isto é, tomar consciência, analisar e avaliar a própria forma como “conhecemos” ou como adquirimos e processamos a informação.

A idade do surgimento do processo de Metacognição nos seres humanos não é unânime, uns investigadores afirmam que surge por volta dos 4 anos de idade, já outros afirma que é por volta dos 7 anos quando surge o pensamento operatório de Piaget. A Metacognição tal como outras habilidades e competências humanas, como a criatividade ou o raciocínio, é um processo inato e inconsciente, numas pessoas está mais desenvolvido que em outras, porém existem estratégias e técnicas de promoção destas capacidades para que seja possível desenvolvemos-las.

A Metacognição permite-nos prever consequências ao nível psicológico e comportamental, permite principalmente aperfeiçoar competências e estratégias cognitivas, visto que a metacognição é um processo que “monitoriza” os processos cognitivos.

Investigações na área da educação demonstraram que em muitos casos não existe diferenças entre os bons e maus alunos, na aquisição, organização e utilização do seu conhecimentos, concluindo-se que as diferenças não são ao nível cognitivo. Por sua vez os bons alunos possuíam competências cognitivas mais desenvolvidas que os restantes, pois compreendem a finalidade e objetivo da tarefa, planificam a sua realização, aplicar e alterar estratégias de estudo, auto-monitorizando-se continuamente. Muitos investigadores defendem que as competências metacognitivas distinguem os bons dos maus alunos e não as competências cognitivas.

A Metacognição é uma “auto-reflexão” sobre os processos de cognitivos, possibilitando uma aperfeiçoamento dos mesmos. Esta permite adaptar previamente estratégias de forma a otimizar os processos cognitivos.

E você, tem competências metacognitivas bem desenvolvidas?

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Autor: Jorge Elói